Sofia Ribeiro visita Santa Casa da Misericórdia

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A Eurodeputada, do PSD/Açores, Sofia Ribeiro, visitou no passado dia 28 de outubro, o Lar de São Francisco e restantes valências da Santa Casa da Misericórdia da Horta, no seguimento do roteiro “Mais Açores na Europa”, que já a levou a visitar também outras instituições da ilha do Faial, nomeadamente, a Câmara do Comércio e Indústria da Horta, a APASA e a APEDA.

A deputada do Parlamento Europeu, em declarações ao Tribuna das Ilhas, mostrou uma grande preocupação com o envelhecimento da população, considerando esta uma situação grave, que “está presente na estratégia 2020 com o objetivo de diminuição dos índices de pobreza”.

Para além do envelhecimento da população, Sofia Ribeiro chamou o também a atenção para as dificuldades que as famílias têm para prestar apoio direto e imediato aos idosos.

“Estamos a entrar numa situação caótica” que, “vai certamente agudizar-se nos próximos anos, fase à evolução da idade média da população”- sublinhou a deputada.

Acerca do acesso ao financiamento das Santas Casas, a eurodeputada afirmou haver programas próprios e específicos “na área da saúde, na área do combate à pobreza e até mesmo da equidade do tratamento da pessoa com deficiência, que podem ser de acesso direto pelas entidades privadas”, mas implica que estas tenham capacidade de financiamento, visto que são programas em regime de co-financiamento pela União Europeia.

Sofia Ribeiro frisou ainda, que o Governo Regional tem perante a Santa Casa da Misericórdia, uma dívida de aproximadamente 160 mil euros, relativamente às prestações dos cuidados continuados, salientando que tem a informação que a mesma não será paga até ao final do ano.

“Estamos a assistir a uma situação de verdadeira degradação financeira das nossas instituições”, afirmou Sofia Ribeiro, considerando que as prestações em dívida com as Santas Casas fazem com que estas não tenham capacidades para recorrer à ajuda europeia, não podendo também dar respostas mais diferenciadas aos seus utentes.

“Isto é um problema social muito grave. E portanto tem de haver uma atenção muito especial para esta área pela situação gravíssima em que nos encontramos, mas também porque todos os dados demográficos apontam para que esta situação se possa agudizar no futuro, por isso tem de ser resolvida desde já”,  concluiu.

 

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