Tauromaquia ou a arte de torturar

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Sonia PAN

A tauromaquia reveste-se de diversas formas de expressão e apresenta um vasto leque onde cabem vários costumes que, para quem é minimamente sensível ao sofrimento animal e às boas práticas para o seu bem-estar, é obrigado a olhar de soslaio e conduzido a desconfiar dos vários argumentos onde se refugiam os adeptos da sua continuidade.

Por um lado, a afición taurina ancora-se na premissa que a prática tauromáquica é uma tradição e, por isso, cultural e que cabe no domínio do empoderamento que a UNESCO concede, através da Convenção para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial, no domínio das artes de espetáculo ou eventos festivos e rituais que o Estado tem de promover para salvaguardar, valorizando e fomentando a literacia e a transmissão geracional. Ou seja, pretende que a tauromaquia seja equivalente ao Fado ou ao Carnaval de Podence ou, ainda, ao Canto Polifónico Alentejano.

Ora, quando se inscreve uma prática numa lista de património imaterial é o mesmo que dizer que todos os recantos do país, sem excepção, a reconhecem como uma prática que enriquece o espólio cultural nacional ou mundial, como é o caso do Fado.

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