
Os Técnicos de Diagnóstico e Terapêutica (TDT), do Hospital da Horta (HH), juntaram-se à luta nacional contra a desatualização da carreira epelo impasse das negociações com o Ministério da Saúde e desdedia 16 de novembro, que se encontram em greve.
Rui Martins vice presidente do Conselho Técnico dos TDT, do HH, adiantou ao Tribuna das Ilhas, que nesta unidade hospitalar a “adesão foi muito irregular”, pelo que não foi possível contabilizar os números concretos da adesão.
O técnico de farmácia, refere que “numa frase inicial” a adesão rondou os 10/15%, o que levou “o Conselho Técnico dos TDT, a convocar uma ação de protesto”, no sentido de conseguir “uma maior visibilidade” do seu descontentamento.
A este respeito, Rui Martins, explicou que neste dia a adesão “acabou por ser de 96%, sensivelmente, porque dos 35, só houve dois técnicos que não aderiram à greve nesta jornada de protesto” que teve lugar no dia 18 de novembro.
“Depois a greve continuou, mas nunca teve assim uma adesão muito alta e acabou mesmo por ser mais setorial”, avança o profissional de saúde acrescentando que “as adesões situaram-se na ordem dos 20% distribuindo-se pelos dias todos”.
Estagreve abrange trabalhadores de 22 profissões da área da saúde, três delas por regulamentar, em áreas como análises clínicas, radiologia, fisioterapia, farmácia ou cardiopneumologia, num total de cerca de dez mil profissionais, que protestam contra a desatualização da carreira, (que não é atualizada desde 1999), a revisão salarial, uma solução para o problema dos contratos a termo e os recibos verdes, e ainda a integração na carreira de técnico superior de Saúde, como todas as outras licenciaturas, esclareceu.
Segundo ovice-presidente o pré-aviso de greve foi feito a nível nacional, no entanto a realidade regional apresenta algumas diferenças. Neste contexto, Rui Martins clarifica que “a nível nacional o que se passa é que a problemática das 40 horas mantém-se e a reestruturação da carreira dos técnicos superiores de saúde que não foi revista, ou seja somos considerados técnicos superiores, no entanto não temos uma tabela salarial correspondente a essa categoria”. Por outro lado, Rui Martins entende que o facto de as negociações serem feitas apenas com os sindicatos, por vezes não dão resposta aos problemas de todos os profissionais. “Os governos reservam o direito de poder negociar unilateralmente com um sindicato, ou seja, existem vários sindicatos destas profissões mas basta que um concorde com as regras do governo que automaticamente as leis são aplicáveis a todos, o que acaba por vezes por não defender os interesses de todos”, disse.
No que se refere à região propriamente dita o técnico manifesta que “apesar dos congelamentos na carreira terem sido um pouco mais tardios do que a nível nacional”, tendo em conta que a região não está sujeita “a qualquer intervenção de ajuda técnica, pela troika”, considera que não faz sentido “manter os congelamentos nas carreiras”, assim como “os congelamentos salariais”. “Não só não estamos a progredir na vertical, ou seja, numa ascensão da carreira, mas mesmo dentro do escalão que nos encontramos não há qualquer aumento. Nós estamos a ganhar o mesmo que há 16 anos atrás”, revela.
No que se refere aos cancelamentos de consultas, exames e cirurgias, o profissional, adianta que “apesar da greve, os serviços mínimos são assegurados, ou seja, tudo aquilo que está calendarizado, que não seja início de tratamento é realizado”, pelo que é difícil contabilizar, o seu impacto explica.
Os TDT, são atualmente o único grupo de licenciados do Serviço Nacional de Saúde (SNS) que não tem uma carreira compatível com o seu nível de qualificação, para além do mais é 29.ª mais mal remunerada das 31 carreiras da função pública, estando abaixo de carreiras não detentoras de grau académico.
















