Torre do Relógio

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É, sem dúvida, o ex-libris da Horta, já que além de sua originalidade é avistada na cidade inteira, desde as Angústias à Conceição e na zona alta até ao miradoiro do Monte Carneiro.
Trata-se como se sabe da torre sineira da Igreja Matriz que resistiu a violento terramoto e que parece imune às forças da natureza que tem assolado o Faial, aliás, a uma mão cheia delas já assistimos
Embora de arquitectura simples, é, por seu cunho histórico, um monumento a ser devidamente aproveitado nesta época assaz virada para o Turismo.
Dá-se ainda o facto de estar no meio de Largo, de nome real – D. Luiz que, quando Príncipe, visitou o Faial, e mesmo ao lado do Jardim Publico, oficialmente designado Florêncio Terra, o grande contista faialense, de nível nacional.
Sucede também que, os dois espaços ladeiam o termo da rua de São João que, com a que Vista Alegre, são a saída norte da Horta para a progressiva freguesia dos Flamengos.
Feliz foi a decisão da Câmara em abrir ao público a Torre do Relógio, em consequência da aprovação de 28 propostas apresentadas aos munícipes que corresponderam com outros tantos projectos já aprovados, o que constituiu um extraordinário êxito.
Entre eles estava a Torre do Relógio em apreço que, depois do devido arranjo interior, com certeza já em andamento, será, na verdade, mais uma valiosa oferta turística.

Da Galiza, sem pulinhos!
Como oportunamente foi devidamente noticiado neste Semanário, o Presidente do Parlamento da Galiza deslocou-se à Horta para inaugurar, na Assembleia Legislativa dos Açores, a Exposição: “54 páginas das nossas letras”.
Afora a importância do evento, uma coisa de somenos interesse nos chamou a atenção, por tão marginalizada a minha Ilha.
É que desta feita o ilustre visitante galego veio propositadamente ao Faial e não por o aeroporto estar no fim da linha, isto é, sem os habituais pulinhos…

No signo República!
Açorianamente falando, Terreiro do Paço, Governo Central ou de Lisboa, foram nomes- durante muitos anos dados ao Governo da Nação.
Naturalmente que nos habituamos a ouvir na década de 30 do século passado quando em 1931 viemos dos Cedros para a Cidade, assistindo já ao pavoroso incêndio que destruiu o Amor da Pátria e o edifício contiguo de 3 pisos onde foi ateado.
E continuámos em tempo de Autonomia quiçá como se fosse coisa natural ou até decretada.
Só que, por algo recente, deixou-se de ouvir tais expressões, quais palavras pelo vento levadas.
Em substituição, porém, surgiu, inventada por desconhecido autor, a palavra República que pegou de estaca, a confirmar o signo em que, a partir de 1910, estamos a viver.

CDS em 3º. no Faial
Em oitava do incompreensível jejum político que, a continuar, deveria ser prolongado até o fecho das urnas, apenas duas linhas pois não conseguia mais esperar para manifestar, através do Tribuna, a satisfação por e CDS ter voltado a ser a 3ª. força partidária no Faial.
E à frente, embora à rasquinha, do Bloco, mais à esquerda dos Comunistas do meu amigo José Decq Mota, com quem, chegámos a lutar, por tal liderança.

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