O transporte de veículos e sequente utilização das rampas Ro-Ro no Cais Ferry de São Roque e no Terminal Marítimo João Quaresma, na Madalena, só serão retomados após a divulgação dos relatórios técnicos e da concretização das ações aconselhadas para que seja possível retomar a utilização deste serviço em segurança.
Em conferência de imprensa conjunta por parte da Portos dos Açores e da Transmaçor ,realizada no passado dia 31 na cidade da Horta, Fernando Nascimento, representante da empresa responsável pela gestão dos portos açorianos, garantiu o empenho das duas empresas na divulgação dos dados o mais celeremente possível.
A apresentação dos inquéritos técnicos, incumbidos a três entidades diferentes, foi prevista pelo responsável da Portos dos Açores num prazo entre duas semanas e um mês, estando em falta certos “esclarecimentos e mais alguns elementos que nos vão dar o resultados final de operacionalidade” nos portos em questão, revelou Fernando Nascimento.
Paralelamente, a empresa portuária e a transportadora marítima desencadearam um inquérito interno no qual foram ouvidas cerca de duas dezenas de pessoas, referiu ainda o responsável pela Portos dos Açores.
“A grande preocupação da Portos dos Açores e da Transmaçor neste momento é retomar as operações com normalidade e para isso temos de aguardar pelos relatórios, que são complexos e que demoram algum tempo a ser feitos” considerou Luís Paulo Morais, gerente da Transmaçor.
Quando questionados pelos órgãos de comunicação social presentes sobre a morosidade do processo e da falta da divulgação de elementos Fernando Nascimento afirmou “nós também gostaríamos de avançar com mais dados mas neste momento não os temos disponíveis”.
O gerente da Portos dos Açores reforçou ainda o desejo de “no espaço mais curto de tempo” voltar a utilizar os dois portos picoenses “em segurança” e dando “confiança quer aos passageiros, quer aos tripulantes e aos mestres nestas infraestruturas”
Fernando Nascimento falou ainda do acidente fatídico que aconteceu em São Roque a bordo do “Gilberto Mariano”, assumindo que ambas as empresas “lamentam profundamente este acidente ocorrido que provocou o falecimento do José Norberto”.
Os três estudos encomendados pelas empresas estão à responsabilidade do professor João Alfredo Santos, ex-investigador do LNEC e docente no Instituto Superior de Engenharia de Lisboa (ISEL), da RINAVE e da WW- Consultores de Hidráulica e Obras Marítimas SA.
A conferência de imprensa da responsabilidade das duas empresas públicas resultou do comunicado assinado pelo Capitão do Porto da Horta, Diogo Vieira Branco, que remetia as decisões relativas à retoma das operações em plenitude para a Porto dos Açores e para a Transmaçor.
Desde o acidente mortal a 14 de novembro de 2015 que o Cais Ferry de São Roque e o Terminal Marítimo João Marítimo estão impedidos, por decisão das empresas responsáveis, de utilizar as rampas que servem de suporte as plataformas Ro-Ro. O transporte de veículos para estes dois portos, serviço que os navios “Gilberto Mariano” e “Mestre Simão” podem oferecer, está desde então interrompido como medida de segurança.
















