Turismo – Montanha do Pico com novas regras de acesso

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A partir de 1 de abril a montanha do Pico passa a ter novas regras de acesso.
O objetivo é promover uma maior segurança dos visitantes, ao mesmo tempo, que é
garantida a sua preservação, através da redução do tempo de permanência e de acesso ao Piquinho, a zona mais vulnerável deste património natural.

A Reserva Natural da Montanha do Pico terá um novo regulamento, a partir de 1 de abril.
A portaria publicada em Jornal Oficial prevê a possibilidade de os visitantes autónomos efetuarem reservas através de uma plataforma eletrónica, situação esta que até então só estava disponível para as empresas que operam na área protegida da montanha do Pico.
Entre as alterações implementadas, além das novas reservas por via eletrónica, o Diretor Regional do Ambiente, destacou “o alargamento do período de funcionamento da Casa da Montanha nos meses de abril e maio, simultaneamente com a interdição de subidas fora dos períodos em que está aberta ao público”, salientando que a interdição, não será aplicada aos “residentes nos Açores”.
Segundo Hernâni Jorge, o objetivo é promover uma maior segurança dos visitantes e também uma maior preservação do património natural.
“A exigência das empresas disponibilizarem, pelo menos, um Guia de Montanha por cada grupo de 12 visitantes, quando o limite até agora era de 15 visitantes por guia”, assim como será ainda reduzido “o tempo máximo de permanência, assim como um aumento da taxa de acesso ao Piquinho, a zona mais vulnerável da Montanha do Pico”, explicou.
O Diretor Regional considerou que estas alterações surgem do “imperativo de melhoria constante na gestão e valorização dos recursos e valores naturais e culturais da área protegida”, que no seu entender “exige não só a regulamentação das intervenções suscetíveis de provocarem impactes e a sua adequação à dinâmica verificada e à experiência acumulada, como a capacidade efetiva de controlo dos acessos, que só é possível pela existência da Casa da Montanha e das condições, recentemente melhoradas, que esta oferece”.
“A gestão ativa do património natural não colide com o desenvolvimento ou a inovação e, sem prescindir da sua preservação, pode ser geradora de oportunidades de negócio e de emprego”, defendeu Hernâni Jorge.
A concluir o Diretor Regional do Ambiente frisou ainda que “não podemos ficar amarrados a perspetivas dogmáticas, que conduzem, inevitavelmente, à degradação ambiental e à estagnação económica, seja daqueles que acham que qualquer regra ambiental constitui um entrave ao desenvolvimento, seja dos que veem um crime ambiental em qualquer intervenção no território”.

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