Um Ano depois da grande manifestação frente à Assembleia, o que queremos?

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1.A Manifestação dos Faialenses 
O dia 7 de setembro de 2017 marca a passagem de 1 ano sobre a maior manifestação popular de luta pelo desenvolvimento do Faial, pela ampliação da pista do aeroporto da Horta e melhoria do serviço prestado a esta ilha em matéria de transportes aéreos.
Nesse dia, muitos faialenses tiveram coragem de sair da sua zona de conforto e dar a cara, numa luta coletiva.
Muitos gostariam de ter participado e não tiveram possibilidade. Outros têm a possibilidade de gerir as suas agendas, mas optaram por não participar. 
Eu estive lá!
Participei na maior manifestação dos faialenses desde o 25 de abril.  E tenho orgulho nisso.
Não me coloquei à frente da organização. Mas também não me escondi, não tive outros compromissos e não aceitei qualquer tipo de pressão ou condicionamento para não estar presente.
Participei ao lado dos meus concidadãos e senti-me bem, apoiei e fui apoiado.
Era uma luta de (quase) todos. E deve continuar a ser, mesmo – retirando o “quase” – uma luta de TODOS.
 
2.O Quarto Parceiro: a Câmara Municipal da Horta
A melhoria das condições de operacionalidade e segurança no aeroporto da Horta constitui um investimento fundamental para o futuro da ilha do Faial e para a coesão da Região Autónoma dos Açores. 
Esta é uma premissa que temos defendido e continuaremos a defender com todas as forças. 
Por isso, apresentámos uma proposta de alteração ao Plano e Orçamento para 2017, no sentido de incluir a verba necessária à elaboração do projeto de ampliação da pista do Aeroporto da Horta, iniciativa que foi chumbada pela maioria parlamentar na Assembleia Regional, incluindo pelos deputados do Partido Socialista eleitos pelo Faial.
Tenho defendido publicamente que é urgente que o Governo Regional assuma a decisão de liderar politicamente o processo destinado à melhoria da operacionalidade do aeroporto da Horta, e envolva o Governo da República e a ANA, num modelo partilhado.
Mas perante a resistência do Governo, apresento um 4.º parceiro neste processo: a Câmara Municipal da Horta.
Dando cumprimento ao princípio de que a Câmara deve ser a verdadeira líder do desenvolvimento do Faial e ter uma palavra forte e ativa em tudo o que diz respeito a esta ilha, a Câmara Municipal da Horta deverá afirmar-se como o novo e mais dinâmico parceiro no processo de luta pelo aeroporto da Horta.
A Câmara deve assumir a liderança política do processo e, se necessário, participar também financeiramente, dentro do seu equilíbrio orçamental.
 
3.Melhoria Urgente do Serviço da SATA
A SATA é uma companhia de todos os açorianos, criada para servir as nove ilhas dos Açores e as suas populações, devendo cumprir primeiramente essa sua missão.
No corrente ano, a operação da SATA nas ligações inter-ilhas caraterizou-se por manifesta falta de lugares, reclamações sistemáticas dos passageiros e atrasos diários. Tornou-se, infelizmente, normal, o voo atrasar-se 1, 2, 3 ou mais horas, fazendo, por exemplo, as pessoas perderem voos de ligação, dias de férias e consultas médicas.
Quanto à Azores Airlines, demonstrou em dois anos consecutivos, incapacidade para servir bem o Faial.
Como temos referido, apesar da cordialidade e simpatia dos funcionários, a má gestão da empresa e as opções políticas erradas estão a estrangular o desenvolvimento do Faial e não podemos continuar a assistir de forma passiva, nem podemos continuar reféns do monopólio de uma companhia aérea regional que não nos presta um bom serviço. 
 
Qual é, então, a solução?
A solução passa, em primeiro lugar, por garantir a melhoria urgente da qualidade do serviço prestado pela SATA ao Faial, aos faialenses e a todos os que nos visitam.
Mas temos que agir, de forma dinâmica e ativa, na procura de soluções complementares, quer ao nível da prospeção de novas rotas para a Horta, quer na procura de companhias aéreas complementares.
Neste ponto, defendemos que se o Governo e a SATA não derem as garantias necessárias quanto à rápida alteração da qualidade do serviço prestado pela Azores Airlines, deve trabalhar-se para promover o regresso da TAP à rota da Horta, após trinta anos de bons serviços prestados a esta ilha.
Mas é também fundamental perspetivar a vinda de companhias low-cost para o Triângulo e, designadamente, para o Faial, no âmbito do Plano de Desenvolvimento Estratégico que deve ser elaborado, de modo as coisas não aconteçam aos solavancos, e o futuro corresponda às necessidades e desejos do Faial e dos Faialenses.