Um Balanço de 2018

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Tal como manda a tradição, é importante que se faça um balanço do ano que agora findou. Balanço esse que abarca o que de mais relevante aconteceu a nível local, mas também a nível regional e que se encontra traçado, de uma forma mais abrangente. Vai haver uma recapitulação de 2018?
O tema das acessibilidades à ilha do Faial, quer aéreas, quer marítimas, marcou as notícias em 2018 e a não gerou consenso entre os nossos responsáveis e decisores políticos.
O ano começou da pior maneira para a ilha do Faial com o encalhe do navio “Mestre Simão” à entrada do Porto da Madalena, felizmente sem quaisquer vítimas a registar, e que veio tornar muito mais limitadas as ligações marítimas existentes no Canal. A somar a este facto, já de si deveras preocupante, a Atlânticoline decidiu desviar para outras paragens, em várias alturas do ano, o outro navio “Gilberto Mariano”, afetando de sobremaneira os locais e os turistas.
Também no início de 2018, assistimos à criação, por parte da Câmara Municipal da Horta, de um grupo de trabalho cujo único objetivo era a apresentação de um estudo acerca da ampliação da pista do aeroporto da Horta. O estudo chegou ainda em 2018 e veio demonstrar que era possível aumentar a pista até aos 2.050m por metade do custo que estava inicialmente projetado. A culminar este longo processo, os faialenses viram a sua reivindicação plasmada no Orçamento de Estado para o ano de 2019.
Uma nova manifestação dos faialenses junto à Assembleia Legislativa por melhores acessibilidades e contra a redução do número de lugares e de voos para a ilha marcou também, sem dúvida, o ano que findou. Essa manifestação, que juntou mais de 400 pessoas, não teve, porém, os efeitos desejados, já que ao longo do ano, quer o Governo Regional, quer a Administração da SATA, mantiveram a firme posição que a oferta era adequada à procura.
Com as estradas municipais e regionais em muito mau estado, e sem quaisquer perspetivas de resolução a breve prazo, o Município da Horta avançou, no final de agosto, com a adjudicação da 1.ª Fase da Frente Mar, obra que se prevê venha a influenciar a cidade em termos económicos.
A findar o ano de 2018, o Governo Regional deu luz verde à construção do novo Porto Comer-cial da Horta e à melhoria das instalações das empresas marítimo-turísticas. Merece, ainda, destaque o início das obras de reabilitação do Mercado Municipal, após muitos anos ao abandono por parte dos nossos responsáveis políticos.
A nível regional não podemos deixar de destacar a enorme trapalhada que foi o processo de privatização de 49% do capital social da Azores Airlines e que pôs em causa a sobrevivência da companhia aérea. Após a anulação da privatização e já na reta final do ano, o Governo Regional concedeu um aval à empresa no valor de 65 milhões de euros para fazer face aos seus compromissos imediatos.
Conturbado foi também o dossier “professores” e a recuperação do tempo de serviço. Se ao longo de todo o ano de 2018 o Presidente do Governo e o Secretário da Educa-ção mantiveram uma posição concertada e unânime de que a solução que fosse adotada a nível nacional seria a seguida a nível regional, no momento da apresentação do Orçamento da Região para 2019, Vasco Cordeiro veio dar o dito por não dito e prometer à classe docente a recuperação integral do tempo de serviço perdido, mas de uma forma faseada.
Por fim, referência à demissão de Duarte Freitas e à eleição de um novo líder para o PSD/Açores. Alexandre Gaudêncio foi eleito Presidente do partido com mais de 60% dos votos e, já com as eleições legislativas regionais de 2020 no horizonte, é aclamado em Congresso, apontando a Saúde e a Educação como as suas principais prioridades.
Veremos como será em 2019. Um Bom Ano para todos! 

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