União de Sindicatos da Horta assinala Dia do Trabalhador no Parque da Alagoa

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 No passado domingo, 1 de Maio, celebrou-se o Dia do Trabalhador. Para assinalar a data, a União de Sindicatos da Horta organizou a tradicional sardinhada no Parque da Alagoa.

Para além dos comes e bebes, não faltou muita música e animação, e São Pedro também ajudou à festa, com a meteorologia a convidar os muitos faialenses que ali acorreram a passar a tarde ao ar livre.

Na festa houve também lugar para uma intervenção sindical, proferida por João Decq Mota, onde esteve em destaque o actual momento de crise que o país atravessa.

Para o sindicalista, a presença do FMI em Portugal serve apenas os interesses do patronato, e a Troika irá mais longe do que as forças políticas nacionais em termos de cortes salariais, redução de direitos ou diminuição de apoios sociais. Segundo João Decq Mota, a justificação que aponta como causa para este cenário o facto do país ter vivido “acima das suas possibilidades” não é válida, já que considera que não se enquadram nessa situação “os mais de 2 milhões de portugueses que vivem com menos de 409 euros por mês”, ou os “mais de 700 mil desempregados” ou ainda os cerca de “1,2 milhões de trabalhadores, particularmente os jovens, com vínculo precário”. “Acima das possibilidades vivem os que duplicaram os lucros para valores escandalosos, à custa da exploração do povo português”, considera.

João Decq Mota alertou ainda para o facto da vida dos trabalhadores açorianos estar “a piorar de dia para dia”, apesar “da propaganda do Governo Regional”. “Continuamos a ser uma das regiões do país com os salários mais baixos, mas onde pagamos mais pelos transportes, pelos serviços básicos, pelos bens de primeira necessidade”, frisou, apontando o dedo às políticas do Executivo de César, “que continuam a agravar as condições de vida dos trabalhadores”.

Com as eleições de Junho à porta, o sindicalista culpabilizou a passagem pelo Governo de PS, PSD e CDS-PP pela actual situação, e apelou à mudança. A renegociação da dívida, o investimento em prol do crescimento económico, o combate à fraude e à fuga fiscal, o desenvolvimento da produção nacional, o aumento do poder de compra dos cidadãos, o apoio à empregabilidade e a salvaguarda do Estado Social são algumas medidas que os sindicatos defendem. Para vê-las em prática, João Decq Mota apelou à mobilização dos trabalhadores através do voto: “não podemos deixar aos outros o poder de decidir por nós”, referiu.

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