Vamos a banhos? Sim, mas cumpra as regras!

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O passado domingo foi o primeiro dia de praia a sério, quase coincidente com a abertura da época balnear. Muitos faialenses aproveitaram o calor que se fez sentir e rumaram às praias da ilha para um mergulho nas suas águas límpidas. Um mergulho por muitos desejado, que, naturalmente, revitaliza, dá força e motivação, depois de mais de dois meses de confinamento social forçado.
Águas-vivas ou Caravelas nem vê-las por perto, pelo menos na Praia do Almoxarife, apesar de nas redes sociais se difundirem, constantemente, imagens de locais no Faial e nos Açores onde aquelas estão a aparecer em abundância.
No entanto, esse primeiro dia de enchente nas praias serviu para perceber se os veraneantes açorianos estão a par das novas regras de utilização das zonas balneares, lançadas publicamente pelo Governo Regional dois dias antes. E a conclusão a que cheguei foi que poucos ou nenhuns as conhecem, ou se as conhecem não as cumprem à risca.
Pode dizer-se que esse manual é muito recente e que, por via disso, não é conhecido da população, nem as regras ali escritas. É verdade. Todavia, muitas dessas regras já se encontram em aplicação no continente e foram largamente difundidas pela comunicação social nacional, sobretudo pelas televisões. Daí que já deviam estar interiorizadas por todos, pelo menos de uma forma genérica.
O manual agora publicado traça as linhas orientadoras de utilização e gestão das zonas balneares da Região durante esta época de verão, mas as suas regras são apenas de natureza recomendatória e não estabelecem sanções, visam, essencialmente, minimizar o risco de propagação da pandemia e permitir a fruição em segurança da prática balnear.
Mas traz, também, consigo dois elementos importantes: a responsabilização dos utentes na adoção de medidas preventivas e a definição de linhas de ação para as entidades gestoras.
Neste primeiro dia apercebi-me de pessoas de vários grupos numa amena “cavaqueira” em pleno areal, jovens a jogar às raquetes e vários grupos a conversar à entrada e no paredão dessa mesma praia. Vi esplanadas completamente “atafulhadas” de gente, sem o cumprimento das mínimas regras de segurança e proteção, dando a perceção de que a descontração paira no ar.
Mas também verifiquei – talvez porque a época balnear ainda não abriu oficialmente – a identificação de uma zona para a entrada na praia e outra zona para a saída, a afixação, em local visível, de instruções de higiene e de segurança pessoal, ou ainda um corredor de circulação para o acesso à zona balnear. Isto sem falar na já muito propalada sinalética de cores acerca do estado de ocupação da praia (verde, amarelo e vermelho).
É certo que nos encontramos, nesta matéria, ainda numa fase embrionária. Mas é precisamente neste momento que temos que educar, habituar e sensibilizar os cidadãos para que se não cometam erros no futuro.
Isto porque temos que ter a plena consciência que poucos são os cidadãos que acedem ao site do Governo, para ler em pormenor as regras que constam do respetivo manual.
Daí que seja fundamental que se faça uma divulgação, de forma massiva, em todos os meios de comunicação social regionais – televisão, rádios e jornais – destas novas regras de utilização das zonas balneares regionais, para que, quando alguém se deslocar a uma praia, a um portinho ou a uma piscina natural, saiba que, por força da pandemia Covid-19, há um conjunto de regras que tem que cumprir, para sua segurança, mas também para segurança da pessoa que está a pouca distância de si.
E, se assim suceder, poderemos ir a banhos e dar um mergulho em segurança.

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