Vamos mas é trabalhar!

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1. Arregaçar as mangas: instalação dos órgãos autárquicos
Os órgãos autárquicos resultantes das eleições do passado dia 1 de outubro foram todos instalados e estão já em pleno exercício de funções.
Têm um mandato de quatro anos para trabalhar em prol do desenvolvimento do Faial e de cada uma das nossas treze freguesias, assumindo o papel que a população decidiu atribuir a cada candidatura e aos cidadãos que ousaram dar corpo aos projetos eleitorais.
Esta é a hora de arregaçar as mangase fazer com que esta ilha se desenvolva, com menos “partidarite” e maior foco naquilo que é realmente importante: o Faial e a construção de oportunidades para todos.

2. Exercícios matemáticos sobre as eleições: “Quem perdeu e quem ganhou?”
Um mês após as eleições, continuam a aparecer exercícios matemáticos sobre os respetivos resultados, alguns interessantes, outros verdadeiramente engraçados, porque partem de uma conclusão pré-definida, procurando depois fazer um raciocínio até chegar ao resultado pretendido.
Exemplo desta metodologia é o texto do responsável demissionário do Partido Socialista no Faial e Vice-Presidente da Câmara, publicado na penúltima edição deste semanário. Ao abordar os resultados da candidatura Acreditar no Faial, tenta subtrair os votos alcançados por um dos parceiros de coligação (CDS/PP) nas últimas eleições regionais e não nas últimas autárquicas em que concorreu, e de seguida, admitindo que o PPM fez parte da candidatura em 2013 e não a integrou em 2017, ao invés de somar os potenciais votos desta força política, volta também a subtraí-los.
Ou seja, retira os votos de uma força que integra a coligação, e retira também os votos de uma força que não integra a coligação, em vez de os somar. O objetivo, presume-se, era dar “zero”, mas provavelmente não foi encontrada a fórmula para atingir esse resultado.

3. Vamos trabalhar!!! O curioso raciocínio acima descrito e algumas apreciações que temos observado revelam uma outra realidade: a enorme preocupação do poder vigente com o projeto Acreditar no Faial e uma notória dificuldade em digerir os resultados eleitorais.
Aliás, se assim não fosse, como justificar o pedido de demissão do responsável máximo pelo Partido Socialista na ilha do Faial?
Este nervosismo não é salutar para ninguém. É preciso ter calma, perceber que o PS venceu as eleições para a Câmara Municipal e continuará a governar esta autarquia, à semelhança dos últimos vinte e oito anos, mas num panorama político claramente diferente.
Quanto à análise eleitoral, ter resultados mais equilibrados não é saudável em democracia? Claro que é.
O debate de ideias não conduz à tomada de melhores decisões? Claro que conduz, desde que quem governa aceite esse debate.
Uma oposição mais reforçada pelo voto dos cidadãos não é importante para uma melhor governação? Devia ser.
Uma Assembleia Municipal mais plural e com maior capacidade de fiscalizar a ação governativa não é um bom sintoma para o futuro da democracia? Na minha opinião, é.
E ter oito juntas de freguesia com executivos eleitos num projeto diferente do que foi apresentado pelo partido que governa a câmara, deve ser também um fator de energia e dinamismo a colocar ao serviço de cada freguesia e do Faial.
Assim, esta é a hora de arregaçar as mangas, cada um com o seu papel, mas percebendo que todos somos importantes, para criar emprego, oportunidades e desenvolvimento na nossa ilha.
Como se diz habitualmente, “vamos mas é trabalhar”.

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