Vasco Cordeiro anuncia novo Programa DOC-PROF para facilitar a jovens doutorados a entrada no mercado de trabalho

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O Presidente do Governo anunciou hoje a criação do novo programa DOC-PROF, destinado a promover a entrada de jovens doutorados no mercado de trabalho e que, simultaneamente, permite às empresas regionais reforçar a sua competitividade com recursos humanos qualificados.

“Vamos avançar com um novo programa – o DOC-PROF -, que visa possibilitar a jovens doutorados da nossa Região uma experiência profissional em contexto real de trabalho, contribuindo, por esta via, para sua inserção na vida ativa”, afirmou Vasco Cordeiro.

O Presidente do Governo falava na abertura da quarta edição do ciclo de conferências “Caminhos do Conhecimento”, integrada nas comemorações do Dia Nacional dos Cientistas, que decorreram em Ponta Delgada, e que incluíram ainda uma Feira de Ciência, com a participação de alunos de várias escolas de São Miguel.

“Acreditamos que esta é mais uma medida que pode também contribuir para o reforço da fixação de recursos humanos na Região, contribuindo para o incremento dos fatores de inovação e competitividade do tecido empresarial regional, para a qualificação da sociedade açoriana e para que o nosso desenvolvimento esteja cada vez mais assente no conhecimento”, sublinhou Vasco Cordeiro.

Na abertura desta conferência que homenageia José Mariano Gago, o Presidente do Governo anunciou, por outro lado, a abertura, muito em breve, de um concurso público, num investimento de cerca de dois milhões de euros, a que a Universidade dos Açores se poderá candidatar, para a contratação de cerca de uma dezena de investigadores para o Centro Okeanos, sedeado na ilha do Faial.

“Estou convicto que esta medida, pela sua relevância, permitirá reforçar os recursos humanos da Universidade e dar um novo impulso à investigação do Mar dos Açores, uma componente que o Governo Regional considera de importância estratégica para os Açores, tendo em conta que a adoção de políticas públicas para o Mar só pode estar assente em critérios objetivos resultantes do conhecimento científico”, preconizou.

Na sua intervenção, Vasco Cordeiro destacou, por outro lado, que a Região dispõe de um Plano de Ação para a Cultura Científica e Tecnológica, que, entre outros, integra o programa “Ciência e Sociedade”, o qual parte da constatação que a cultura científica desenvolve e reforça nos indivíduos, nos grupos, nas comunidades e nas organizações a sua capacidade de reflexão crítica, de consciencialização e de autonomia.

Segundo disse, um dos instrumentos fundamentais para se alcançar este objetivo passa pela Rede de Centros de Ciência dos Açores, a qual agrega diversos espaços de divulgação científica como o EXPOLAB e os Observatórios Vulcanológico e Geotérmico, o Astronómico de Santana, o Microbiano, o do Ambiente ou o do Mar.

“Aliás, estamos a trabalhar para, numa perspetiva de integração e interdisciplinaridade, não só ampliar, exponencialmente, essa rede, através da associação à mesma dos Centros de Interpretação Ambiental e da Rede Museus dos Açores -, o que resultará em que, em vez de 6 polos, passaremos a contar com cerca de 40 -, como também abri-la a outras entidades públicas e privadas cujo objetivo seja a divulgação científica”, anunciou Vasco Cordeiro.

De acordo com o Presidente do Governo, a estratégia regional, ancorada na Ciência e na Investigação, pretende, assim, concretizar um dos “caminhos preferenciais para catapultar os Açores para um novo patamar de desenvolvimento”.

“No nosso caso, as entidades que sobressaem nesse domínio são a Universidade dos Açores e os seus Centros de Investigação, reconhecendo e valorizando nós o trabalho que têm desenvolvido em prol da excelência da investigação nos Açores, porque é também nesse trabalho que o Governo tem vindo a desenvolver a sua ação, com a necessária expressão prática ao nível do respetivo financiamento”, sublinhou.

Nesse sentido, adiantou que ao Governo dos Açores, entre outros aspetos, tem cabido criar as condições para que a Ciência e a Investigação produzida nos Açores e fora deles, possa estar também ao serviço do processo de desenvolvimento da Região.

Apontou o exemplo da execução de programas específicos de apoio financeiro ao desenvolvimento científico e tecnológico, destacando-se o PRO-SCIENTIA, em vigor desde 2012, de acesso direcionado para as entidades de Investigação & Desenvolvimento sedeadas nos Açores, e cuja principal beneficiária é, exatamente, a academia açoriana.

De acordo com Vasco Cordeiro, a Estratégia para a Especialização Inteligente dos Açores – a chamada RIS3 – já permitiu, por outro lado, a aprovação de mais de cinco dezenas de projetos de Investigação & Desenvolvimento, tanto ao nível do Sistema Científico e Tecnológico Regional, como em contexto empresarial, num valor de investimento superior a nove milhões de euros.

Destacou, também, que a linha de Investigação & Desenvolvimento em contexto empresarial, teve na sua primeira edição, em 2016, uma taxa de alocação superior a 2 milhões de euros, e anunciou que, nos próximos dias, será lançado um novo concurso para o financiamento de projetos de Investigação e Desenvolvimento em contexto empresarial, também com uma dotação de 2 milhões de euros, e que tem associada a contratação de recursos humanos qualificados.

“O nosso caminho está determinado sobre o que queremos na área da Ciência e Tecnologia, através dos programas que estão em vigor até 2020, com medidas e ações concretas, fontes de financiamento bem definidas e com os objetivos e as metas delineadas”, garantiu Vasco Cordeiro.

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