Vasco Cordeiro está a destruir, devido à irregularidade e insuficiência do abastecimento, a economia da ilha do Corvo

0
7
DR

O abastecimento marítimo de mercadorias da ilha do Corvo nunca se chegou a regularizar desde a ocorrência do furacão “Lorenzo”. A ilha já chegou a estar 50 dias consecutivos sem
abastecimento e os abastecimentos realizados em datas posteriores tiveram sempre um caráter irregular e insuficiente. Nunca restabeleceram o nível dos stocks anteriores à quebra do abastecimento.

A ilha está novamente, desde o dia 12 de fevereiro, sem abastecimento marítimo de mercadorias. Nunca foi garantida nenhuma regularidade ou um mínimo de previsibilidade no âmbito do abastecimento marítimo da ilha. Está provado que os navios da
Empresa de Barcos do Pico não têm condições para abastecer a ilha.

A este respeito não existe já nenhuma dúvida.
Por que razão o Governo Regional nada faz a este respeito e submete a ilha do Corvo a terríveis condições de abastecimento, que acabarão por destruir a frágil economia da ilha? Que interesses, que não os da população da ilha, está o Governo Regional empenhado em
proteger? Por que razão não usa o Governo Regional as verbas transferidas da República para a Região, cujo propósito era, precisamente, garantir o abastecimento das ilhas do Grupo Ocidental? Estas verbas estão a ser desviadas do seu propósito inicial para beneficiar que interesses?

A Representação Parlamentar do PPM apresentou uma iniciativa que visa fretar um navio que permita assegurar o regular abastecimento marítimo de mercadorias para a ilha do Corvo, tal como já sucede para a ilha das Flores, que está, neste momento, a
ser abastecida semanalmente. Para além disso, a Representação Parlamentar do PPM irá forçar a discussão deste assunto no próximo plenário parlamentar e denunciar, junto dos órgãos políticos de soberania, a situação de abandono a que o Governo Regional está a submeter a ilha do Corvo, não canalizando as verbas transferidas ao abrigo da solidariedadenacional para a ilha mais afetada em termos da reposição do
abastecimento marítimo regular.

É importante que a sociedade portuguesa perceba que o dinheiro transferido para os Açores está a ser usado para tudo, com exceção do mais urgente e premente. Que o dinheiro chega aos mais influentes e fortes, mas não chega aos mais frágeis e menos influentes.

O MEU COMENTÁRIO SOBRE ESTE ARTIGO