Ó “Jesus Rei Universal”
Peço-te com muito respeito
O subsídio de “Férias e Natal”
Dava-nos imenso jeito
Foi um dado adquirido
Já com longa tradição
Agora já foi perdido
Isto é uma maldição
Eu levanto este véu
Temos que tomar decisões
Não vai ter direito ao céu
Quem faz estas maldições
Isto foi uma cilada
Feita por gente instruída
Deixando dos pobres sem nada
Nem sequer Direito á vida
Foi tal pecado mortal
Cometido na Assembleia
Ficando o nosso Portugal
Governando por mão alheia
Tanta gente de má fé
Tem do nosso Portugal
Lá esquecem o Pobre Zé
Para este só vem o mal
Deixam-nos desiludidos
Com esta má situação
Ficando eles absolvidos
Quem fez esta maldição
Foi tudo por água abaixo
O que o Salazar poupou
De tanto rapar no taxo
Nem o taxão escapou
Ó meu Jesus puríssimo
Nós estamos desgraçados
Uns são filhos legítimos
E nós outros enteados
Nada podemos fazer
Só temos que lamentar
Eles só pensam em comer
Beber, mentir e enganar
Lá vai o Zé que é Réu
Levado nestas cantigas
E se não ganhar o céu
Apanha Duas espigas
Ó meus divino Salvador
Fazei à vossa cabeça
Nós te pedimos senhor
Que isto não aconteça?
Dos políticos nem falar
Eles são como a cegonha
Por causa do bem estar
Perderam toda a vergonha
E eles é que são respeitados
São os grandes da Nação
Pelos párocos são convidados
A fazer parte na procissão
Quando vão nas Procissões
Eu acho muita piada
Vão aqueles espertalhões
Só a carregar papada
É só de brandar aos Céus
Eles lá andam na luta
Eles são filhos de Deus
E nós os filhos de…
A Nação está muito fria
Mas eu não fui o culpado
Quem teceu toda a teia
É quem irá ser julgado
Vou dar a terminação
E termino muito bem
Sempre à disposição
Não devo nada a ninguém
A todos muito obrigado
Juntem-se vocês a mim
Já quem nos tem governado
Não pode dizer assim!…
Eu tenho cá uma ideia
E serve bem de solução
Levem-me para a cadeia
Há tantos que para lá vão
A prisão é um Hotel
As refeições vêm do Barão
Têm direito a lua-de-mel
Desporto e televisão
António Caetano – Cascalho – Cedros











