DO PACÍFICO AO ATLÂNTICO – PORTUGAL PAÍS DOS 3 Fs (XIX)

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FADO – É canção e quem canta seus males espanta.

FÁTIMA – É oração que requer silêncio e meditação.

FUTEBOL – É distracção para esquecer  as vicissitudes da vida real.

FANTÁSTICO – Tive  o imenso prazer de lêr no jornal Faialense Tribuna das Ilhas de 27 de Janeiro de 2012, o artigo intitulado “Austeridade é só para alguns”, da autoria da promissora escritora de investigação jornalística Vera Lacerda, que com a devida vénia passo a transcrever de forma sucinta e concise « do alto do seu descaramento o Presidente da República afirma que a reforma que vai receber quase que não vai chegar para pagar as suas despesas. Ganha mensalmente só em pensões mais de 10 mil euros. Desde de 2006 até 2010 arrecadava mais de 20 mil euros por mês, incluindo despesas de representação que ronda 2.900 euros. O que lhe vale é que a sua família é muito poupada, tendo conseguido ao longo dos anos uns euritos de poupanças para fazer frente às despesas (palavras do próprio). Na sua viagem aos Açores em Setembro, levou uma comitiva de 30 pessoas – Chefe da Casa Civil e sua esposa, 4 assessores, 2 consultores, 1 médico pessoal, 1 enfermeira, 2 bagageiros, 2 fotógrafos e 12 agentes de segurança». Parabéns Vera pelo“exposé”.Esta extravagância nem que este senhor fosse o Presidente dos Estados Unidos a Nação mais poderosa do planeta. Eu pessoalmente tive oportunidade de assistir a este desvairamento, quando este venerando Presidente visitou S. Jose da California  a 13 de Novembro de 2011. Estando eu a assistir o Santo sacrifício da Missa, em comemoração do aniversário da Igreja Nacional Portuguesa, fiquei embasbacado quando ouvi  a falange de seguranças de Sua Excelência a falarem entre  si o idioma de Camões, que eu julgava serem elementos dos Serviços Secretos Americanos que geralmente tem por missão escoltar e proteger os Chefes de Estado estrangeiros em  visita a este país. Que hipócrisia e demonstração de irresponsabilidade, por parte do mais alto dignitário do nosso País, que se encontra práticamente falido e tutelado pelo capital estrangeiro, vulgarmente conhecido como Troika. Será que este Senhor, sonha ser a reincarnação d′el Rei D. João V de cognome o Magnânimo, o tal que  espatifou as fabulosas fortunas d′oiro provenientes dos sertões Brasileiros. Também aprecio o escritos feitos pela pena do Deputado Jorge Costa Pereira para o mesmo jornal, em que a sua preocupação principal é a defesa dos interesses não só faialenses mas também Regionais. Entre eles destaco: o envolvimento financeiro do Governo Regional no Teatro Micaelense, instituíção lúdica, que serve uma seleccionada élite da Ilha de S. Miguel e em situação deficitária , oposição ao recrudescimento (aumento) de Deputados e luta perene  pelo  inevitável aumento da pista do aeroporto da Horta. É importante para  a democracia, termos estas corajosas  vozes, para denunciar os excessos da  Res publica (dinheiro do povo).

FRANCAMENTE – Eu julgo que um governante democráticamente eleito, se permanecer no governo muito tempo vira invariávelmente a ditador. E o nosso povo sofre dessa malaise (doença –moléstia). O Presidente Americano Eisenhower quando visitou Portugal na década de 50, elogiou Salazar e afirmou que a sua forma de governo, i.e .-ditadura benevolente era compreensível e aceitável, pelo mundo Anglo-Saxónico  devido à nossa cultura Latina. Claro que ele já estava a remar contra o tempo e os ventos da mudança, que sopravam independência (uhuru em Swaili) sobre o colonialismo Português.  O actual Presidente do governo Regional dos Açores, antes de abandonar o poder, infelizmente decidiu seguir os passos trôpegos do seu nemesis residente do Palácio de Belém – Cavaco Silva – em viagens pretensamente turísticas ao Brasil, pagas com o suor e lágrimas do paupérrimo Zé Povinho. Que Vergonha!!!. O governo Português tem um deficit público de 190 mil milhões (biliões) de euros . Como diz o velho ditado – O poder corrompe e o poder absoluto corrompe absolutamente. O novo Candidato ao poleiro de César, Vasco Cordeiro enviou a deputada Alzira Silva a estas paragens, neste caso a Califórnia, para auscultar e obter apoio das Comunidades residentes no estrangeiro. Já não era sem tempo, que se comece a valorizar a participação do emigrante na gestão governativa do que é inegávelmente a sua Terra –Portugal e Os Açores !!!. Como cidadão Português e Açoriano passo a apresentar as minhas recomendações:

1 –Conceder direito de voto a todos os emigrantes , que pretendam votar nas eleições  Presidenciais Nacionais ou Regionais.

 2 – Uniformização de pesos de bagagens entre o Continente Norte Americano e Açores.

3 – Sincronizição de vôos das Américas com inter-ilhas. 4 – Extinção do cargo de Ministro da República para as Regiões Autónomas. Julgo que a Troika desconhece este Tacho e anacronismo anti- democrático.

5– Criação duma Guarda Costeira Açoriana. A Marinha Portuguesa, com uma corveta não pode patrulhar/fiscalizar, uma imensa área da ZEE (zona exclusiva económica) do arquipélago. Na conjuntura internacional actual os Estados Unidos, estão a ficar cansados com tantas guerras, e há muito equipammento militar que vai ser considerado obsoleto. Ao abrigo do tratado das Lajes, podemos pedir Drones (aviões sem piloto, tele-comandados de terra), para patrulhar e fiscalizar a nossa imensidão  marítima perto de um milhão de Kms2.

6 – Aumento da pista do Aeroporto da Horta.

7 – Aumento de vôos entre Continente e Pico. Como reza a História, TAP e SATA, tem feito ouvidos de mercador. Penso que a  Easy Jet  que recentemente estabeleceu base de operações no aeroporto de Lisboa, seria a solução ideal.

8 – Construção do museu marítimo Faial-Pico. S.O.S. para as Lanchas Espalamaca , Calheta e não só! Felecito o deputado Artur Lima, pelo seu alerta no jornal O Diário Insular da Terceira, para manter viva esta causa, que já deveria ter sido resolvida pelo binómio ilhéu do canal Faial-Pico. Os mortos só morrem quando são esquecidos pelos vivos.

9 – Construção de um Hospital, digno desse nome na Madalena do Pico,não uma obra megalónoma, mas que preste os serviços de saúde que a população  carencia. 

10–Formação de um novo elenco de negociadores do Tratado da Base das Lajes.

Embora a base das Lajes ao longo dos anos tem sido benéfica, por vezes os Açorianos e os Portugueses têm pago muito caro, pelas decisões assumidas pelo governo central em tempos de crise. O caso da Guerra colonial e o conflito Yom kippur, no Médio Oriente em 1973, em que então o ditador Saddam Hussein do Iraque decidiu reduzir o fornecimento de combustível a Portugal, como medida retaliatória pelo o nosso apoio estratégico a Israel, imposto pelos Estados Unidos. em contravenção do testamento de Calouste Gulbenkian, talvez o maior  filantrôpo e benemérito estrangeiro que, através da sua Fundação tanto tem beneficiado Portugal. Ainda me lembro das bibliotecas itenerantes da Gulbenkian, que tanta alegria davam à pequenada do meu tempo de jovem.   Pagámos um preço muito elevado. Temos que seguir os conselhos professados pelo ex-Congressista Americano, Barney Frank e do insigne Professor Dr. Adriano Moreira, antigo Ministro do ultamar, homem de uma probridade exemplar e politico de renome. Segundo eles, devemos ser mais exigentes nas nossas contrapartidas negociais. A base das Lajes acima de tudo é património Açoriano e os nossos aliénáveis direitos, tem que ser preservados e diferenciados das gananciosas pretenções exibidas pelo poder central. Aqui nesta sempre turbulenta América e inovador Silicon Valley de Santa Clara da California, a situação económica está paulatina, mas consistentemente a revitalizar-se. O prognóstico é muito esperançoso. Espero que o actual residente na 1600 Pensilvania avenue, vulgarmente conhecida como Casa Branca, seja reeleito em Novembro, como Presidente para bem de nós todos. Ao contrário, o nosso Portugal, continua a debater-se com instabilidade política, com os capitães de 25 de Abril a aconselhar uma nova revolução e a boicotar a politica de Salvação nacional encetada por este Governo.A  persistente luta laboral instigada pelos Sindicatos, cria um clima de instabilidade, que só complica a prossecução da política do Governo vigente.O prognóstico para a crise Nacional é deveras reservado. Miguel Portas, Euro-Deputado recentemente falecido , dizia que embora fosse formado em economia , não exercia essa profissão para não danificar a economia Portuguesa. As precárias condições actuais do País, compelem-nos a retroceder ao tempo do Rei D. Dinis  «O Lavrador». A nossa riqueza real concentra-se em dois pilares Terra-agricultura e Mar-Pescas. Todos os outros sonhos são miragens, pelo menos nas circunstâncias actuais. 

 

Santa Clara California, 22 de Abril de 2012

 

 

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