Vereadores do PS lamentam dualidade de posições do vereador Carlos Ferreira

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Os vereadores eleitos pelo Partido Socialista, na Câmara Municipal da Horta, questionaram, em reunião de Câmara, a atitude do vereador Carlos Ferreira, eleito pela Coligação PSD/ CDS-PP, no momento da discussão, no parlamento regional, dos investimentos previstos para a ilha do Faial, no quadro do atual Plano e Orçamento da Região.
Contrariamente à posição unânime que sempre defendeu para com investimentos como a variante, o porto, o aeroporto e a frente mar, Carlos Ferreira, optou por uma postura “protecionista do Governo”.
Segundo os vereadores do PS, nessa discussão, Carlos Ferreira, também ele deputado, apoiou, inclusive, a não alocação de 200 mil euros, para o ano de 2021, resultantes da comparticipação do Governo para com a construção da praça central da nova frente mar da cidade da Horta, um compromisso que, explicam os vereadores do PS, estava já assumido com o anterior Governo e discutido com o atual elenco regional, e que se destinava, tão-somente, a realizar obra na parte pública regional daquele investimento, na Avenida 25 de abril.
Por essa razão, os deputados do PS acreditam ter havido dualidade nas posições assumidas pelo deputado Carlos Ferreira, na Câmara e no parlamento regional e dão também como exemplo, o facto do mesmo ter negado o início da variante à cidade da Horta, travado o investimento no Porto da Horta ou até mesmo nada ter feito em relação à ampliação do Aeroporto da Horta.
“Não podemos aceitar que existam verbas para realizar obras semelhantes às que reclamamos há muito no Faial, em outras ilhas dos Açores, mas quando se fala em realizá-las aqui na Horta, este Governo nos atire com desculpas de que só daqui a 6 meses, quando houver um novo orçamento é que se vai pensar se poderão de alguma forma ter enquadramento, ou se serão precisos mais estudos para analisar se agora é que é”, referiram os vereadores do PS, no período antes da ordem do dia.
Os vereadores do PS lamentam, igualmente, que o vereador Carlos Ferreira, que inúmeras vezes foi também porta-voz ativo das reivindicações dos faialenses, não tenha tido agora coragem de votar em sentido contrário, sendo honesto para com as posições anteriormente defendidas na própria reunião de Câmara.
Aqueles membros do executivo repudiam, ainda, o facto do PSD Faial, neste momento, “estar a dar cobertura a tomadas de posição do Governo que estão a contribuir para um esvaziamento do Faial não percebendo o regozijo assumido para com o encerramento da empresa regional Azorina, com sede no Faial, responsável por empregar 70 famílias, em detrimento da instalação de um corpo técnico ligado a uma secretaria que, dizem, poderá albergar 15 pessoas”.

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