Vice-Presidente do Governo aborda os desafios da Região no pós-pandemia

0
28
DR/VPG
DR/VPG

O Vice-Presidente do Governo Regional reconheceu, na passada terça-feira, que a recuperação económica e social da Região no pós-pandemia terá de “contar com todos”, designadamente, “Governo, sociedade civil, IPSS, Misericórdias e empresas”, numa tarefa que será “árdua e difícil”.

Artur Lima falava à margem de uma conferência intitulada “Açores – A Economia e o Social depois da Pandemia”, promovida pelo Rotary Clube de Angra do Heroísmo.

Referindo-se aos idosos, uma das populações mais vulneráveis aos impactos da pandemia, o Vice-Presidente do Governo salientou que, para já, é importante manter “regras mais apertadas nas visitas aos lares”, afirmando, no entanto, o seu desejo para futuro, aquando do regresso à normalidade.

“Espero que a saída dos idosos das instituições para contactos com a família e participação na sua comunidade seja algo possível num futuro próximo”, referiu.

Na ocasião, Artur Lima lembrou que o Executivo açoriano pretende implementar um novo modelo de cuidados aos idosos com base na perspetiva “aging in place”.

“A sociedade pós-pandémica, ao nível dos cuidados aos idosos, terá de assentar numa intervenção de proximidade e localizada”, frisou.

“Este é um modelo que permite ao idoso permanecer em casa, junto da sua família, com as condições financeiras e as respostas sociais necessárias, como defende a Pontifícia Academia para a Vida. Este é um projeto para o futuro dos Açores e para lidar com os novos idosos”, continuou.

A recuperação económica e social nos Açores contará com verbas dos fundos comunitários. O Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) terá 580 milhões destinados à Região para os próximos cinco anos.

Segundo o governante, estas são “verbas decisivas para preparar os Açores do futuro, ao nível do apoio às empresas e à melhoria dos serviços públicos”.

Destas verbas, Artur Lima referiu que 35 milhões de euros serão destinados ao combate à pobreza, que no seu entender, é um problema estrutural que terá de ser enfrentado a curto, a médio e longo prazo, sendo que a melhor resposta passa pela educação e pela formação profissional.

“A solidariedade social, em articulação com a educação e a formação profissional, terá de ser a resposta. Temos de atuar desde cedo junto das crianças em idade de creche. A educação é um fator de sucesso para termos menos pobres”, assegurou.

O responsável pela pasta da solidariedade social adiantou que, das verbas disponíveis, 60 milhões de euros serão direcionados à habitação, defendendo que “urge adaptar a política de habitação na Região”.

“Não podemos cingir a política de habitação á habitação social – que será sempre um desígnio de qualquer Governo. Temos de dar outro passo, apostando na recuperação de habitação degradada nas freguesias e cidades para responder às classes médias e aos mais jovens”, referiu.

Quanto às empresas, o Vice-Presidente do Governo frisou que “temos de aproveitar a solidariedade europeia para recuperar o sistema empresarial da Região, já de si frágil”.

“São as empresas e a iniciativa privada que terão de assumir um papel determinante na retoma do emprego. Só assim poderemos operar uma mudança na nossa sociedade”, frisou.

Na sociedade da pós-pandemia, afirmou Artur Lima, “todos somos poucos para construir os Açores de amanhã”, pelo que todos têm de ser responsáveis.

“As empresas terão de ser o motor da recuperação económica, as IPSS´s e Misericórdias terão de ser colaboradores ativos na prestação de serviços aos seus utentes e o Governo terá de ser um gestor dessa articulação”, concluiu.

O MEU COMENTÁRIO SOBRE ESTE ARTIGO