Vida e obra de Monsenhor Júlio da Rosa eternizada em livro

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 A Junta de Freguesia das Angústias comemorou, no passado dia 2 junho o seu Dia da Freguesia.

Assinalado pela décima vez, este dia ficou marcado pela homenagem que a junta de freguesia fez ao Monsenhor Júlio da Rosa, por ocasião dos seus 65 anos de sacerdócio e 90 anos de idade, comemorados recentemente, com o lançamento do livro da autoria de Cristina Silveira “Monsenhor Júlio da Rosa – Memórias Pessoais e Coletivas”.

Neste mesmo dia foram homenageados Fernanda Macedo e Manuel Raul Silveira pelos serviços prestados em prol da comunidade e da paróquia ao longo das últimas décadas.

Na ocasião, o presidente da junta de freguesia das Angústias fez uma resenha histórica sobre a freguesia que agora comemora os seus 330 anos e uma elencagem das empresas e serviços que a mesma comporta.

Não se referindo aos desafios e dificuldades que a maior freguesia citadina tem pela frente, José Costa centrou o seu discurso na pessoa do Monsenhor Júlio da Rosa, grande figura da noite. A este propósito disse que “todas as homenagens que se possam fazer a este homem são poucas para fazer jus à pessoa que ele foi e é para esta freguesia, paróquia e ilha”.

O presidente da CMH, José Leonardo Silva, por sua vez, disse que “estas festividades ajudam a perceber a importância do poder local, pelo que homenagear cidadãos que vivem e trabalham nas freguesias é deveras importante e é reconhecer aqueles que fizeram algo em prol da sua comunidade porque, o poder local é aquele que dignifica aqueles que representa”.

Ana Luís, presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, presidiu a esta cerimónia e referiu-se à freguesia das Angústias como uma das mais emblemáticas do Faial.

Sendo a ALRAA um dos grandes patrocinadores da obra agora levada à estampa, Ana Luís afirmou que “importa resgatar a história que foi registada ao longo do tempo. Se é a história que desenha o resto das freguesias e das gentes então foi Padre Júlio quem mais para isso contribuiu” – acrescentou.

 

O LIVRO

Informações e testemunhos sobre a vida e obra do Padre Júlio da Rosa, como é conhecido entre todos, foram reunidos durante os últimos anos pela autora do livro que disse aos presentes que “Monsenhor Júlio da Rosa é uma pessoa muito interessante e que todos os dias nos ensina a querer aprender mais todos os dias e que, apesar dos seus 90 anos de idade, gosta de aprender coisas novas”.

Cristina Silveira afirmou que “a minha estima e admiração pelo Monsenhor Júlio da Rosa é antiga e remonta ao tempo em que me cruzava com ele no extinto Jornal “O Telégrafo”. Sem prazos definidos, pareceu-me que o aproximar de duas datas emblemáticas – os 65 anos de sacerdócio e os 90 anos de idade do Monsenhor – tornavam imperativo e oportuno a publicação desta obra”, foi um “correr contra o tempo numa luta sem tréguas” acrescenta.

Com 90 anos, Monsenhor Júlio da Rosa continua atento ao que se passa na sua paróquia. O seu amor pelo conhecimento e pela história da ilha, bem pelo culto mariano que sempre o caracterizou continuam bem presentes e unem-se na devoção com que fala da Igreja das Angústias.

No final da sessão afirmou a todos aqueles que encheram a Igreja onde celebrou missa durante décadas que “a minha ideia era fazer aqui o santuário da ilha porque foi a primeira igreja que existiu nesta ilha e foi a Senhora das Angústias que acompanhou os primeiros povoadores”.

 

 

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