VII Antologia de Poesia Portuguesa Contemporânea “Entre o Sono e o Sonho”

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Pela segunda vez a escritora faialense Maria Gaspar, pseudónimo de Nádia Sousa, vê os seus poemas escolhidos e publicados na VII Antologia de Poesia Portuguesa Contemporânea “Entre o Sono e o Sonho”.
O compêndio é um livro que é feito todos os anos e que pretende ter uma representação de poetas contemporâneos portugueses. É feita uma avaliação de vários autores por uma comissão que, posteriormente, propõe a submissão de um poema.
“Tenho recebido este e-mail todos os anos desde que lancei o primeiro livro. E tenho submetido todos os anos um poema. Mas esta é apenas a segunda vez que consigo ser aceite”, revela ao Tribuna das Ilhas a escritora.
O Compêndio será lançado já este mês de setembro, numa cerimónia que marca a reentré literária portuguesa.
Em 2014 Maria Gaspar viu o seu poema Um mundo revirado” publicado nesta Antologia.
Depois de ter publicado “Amor na Baía Azul”, um romance que percorre as ruas e paisagens da ilha do Faial, Maria Gaspar, ou Nadia Sousa, publicou “Nas Asas do Corvo”, focalizado na ilha mais pequena do arquipélago.
Entretanto já é possível ler no seu blog um terceiro romance “Na Base da Montanha” que tem como cenário a ilha do Pico. Em fase de preparação, e já com dez capítulos escritos está a obra “Os Donos da Vida” que, apesar de ter como cenário principal Lisboa e Tomar, tem sempre uma ligação ao longo da história com a ilha do Faial.
Relativamente a este novo livro, Nádia diz-nos que “estou a escrever um novo livro, mas muito devagar porque tem muita pesquisa, nomeadamente de ordens secretas, maçonaria, e templários. Tenho muito cuidado para não passar informação errada”.
O gosto pela escrita surgiu em Nádia “desde pequenina que tive sorte com as minhas professoras. Na primária, a professora Noélia já nos incentivava à leitura numa altura em que não havia planos nacionais de leitura, nem se falava muito na importância da mesma. No quinto ano tive como professora de português, Felicidade Neves que fez o primeiro elogio a um texto escrito por mim. Neste seguimento, emprestou-me o romance “o meu pé de laranja lima”. Foi o primeiro romance que li e apaixonei-me pelas aventuras daquele rapazinho irrequieto e engraçado. A partir daí desenvolvi primeiro o gosto pela leitura e só depois a vontade de transmitir aos outros aquilo que recebo no aconchego de um bom romance paginado”, contou em entrevista ao Tribuna das Ilhas já em 2014, por ocasião do lançamento do seu segundo livro.

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