Visita esclaredora

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Em tempo de Espirito Santo, o Presidente de Portugal visitou sete ilhas açorianas; as situadas a oeste da Fossa de Hirondela, deixando para Outubro as outras duas: São Miguel e Santa Maria.

O prof. Marcelo Rebelo de Sousa não se fartou de Sopas e beijocas, a confirmar o epíteto de Presidente dos afectos dado pelo povo, do Minho ao Corvo.
Aliás, foi pela lendária ilha que iniciou sua histórica visita aos Açores, tendo sido recebido com amizade e carinho que são apanágio da gente açoriana.
Terminou no Triângulo, ou melhor dizendo, em São Jorge, quiçá; a mais democrática das nove ilhas, tendo tido como porta de entrada e saída a Base das Lajes.
Não foi mesmo por acaso que a deslocação ao Arquipélago coincidiu com a Festa do Católico povo açoriano, o Espirito Santo, assaz festejado de Santa Maria ao Corvo, e também com o Dia da Autonomia, em Segunda Feira do Espirito Santo que, este ano, foi comemorado no Faial; mormente na Horta, a Cosmopolita Cidade, sede da Região Autónoma, em cuja Assembleia Legislativa decorreu a Sessão Solene comemorativa.
O itinerário escolhido veio-nos esclarecer duma coisa que temos vindo matutando: Nova Carta Geográfica, bem mais apropriada aos dias de hoje.
Assim, aos tradicionais Grupos, um outro devia ser acrescentado, isto é, passando a quatro, a saber

1 – São Miguel e Santa Maria.
2 – Terceira e Graciosa.
3 – Triângulo: Faial, Pico e São Jorge
4 – Flores e Corvo.

O segundo assunto, o Cargo de Ministro da República (agora Representante) a que me tenho referido e repetido, sendo até o 1º. Órgão da nossa Autonomia causando engulhos a Mota Amaral; durante seu longo consolado.
E tal a reacção que o Gen.Galvão, mal chegou a Ponta Delgada, nem terá aberto as malas e bagagem; logo voando para o Solar da Madre Deus, na Cidade dos Capitães Generais o que, por sinal, deu lugar a um equilíbrio político na Região.
Entretanto, os anos foram passando, e heis-nos em outro consolado, o de Carlos César que acabou também em Lisboa, mas deixando promessas sem conto, tendo sido brindado pelo camarada Costa com a presidência dos Socialistas.
Deixou ainda ao sucessor recomendações políticas, aliás, patentes na declaração de Vasco Cordeiro na Assembleia Legislativa ao afirmar que o cargo de Representante é para extinguir.
Isto, quando na véspera, o Presidente Marcelo, respondendo a jornalistas, na Terceira, havia sido claro ao dizer que era para manter.
Naturalmente que registamos com agrado a intenção do ilustre visitante, mostrando-se deveras convicto sobre a importância do Representante da República.
E assim é que não antecipou a cerimónia das condecorações do 10 de Junho na Madre de Deus, achando por bem que a entrega das honrosas insígnias fosse feita pelo Embaixador Pedro Catarino.
E quanto à não eleição, argumento; em especial de alguns, poucos, intelectuais; politicamente moderados, embora seja leigo na matéria, ouso avançar com a sugestão:
A eleição do Presidente da República devia passar a ser feita conjuntamente com dois Vice-Presidentes para as Regiões Autónomas, o que acabaria para sempre com essa “pedra” nos sapatos dos lideres rosas e laranjas, e saudosismos da “Fla” herdados.

à margem
Três passagens dos vários escritos que publiquei, sempre favoráveis ao Cargo de Ministro / Representante:
– Em 28/3/96; no Jornal da Praia, intitulado “Ministro na Berlinda”: Somos ainda da opinião de que a manutenção do Cargo em apreço dá às Regiões Insulares maior prestígio. “E um estatuto muito especial” frisei em Set/97 no mesmo.
– Em 25/2/08, no Correio da Horta, com o título “ O Ministro e a Região Ao fim e ao cabo, não restam dúvidas que a fiscalização das leis regionais têm de ser feitas por um terceiro Órgão. No caso será mesmo o primeiro, isto é, o Ministro da República que até confere à Região maior prestígio internacional.

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