Há coisas que me fascinam inexplicavelmente. Por exemplo, fascina-me a importância de trabalhar “sobre os ombros de gigantes”, como escreveu Isaac Newton, retomando uma imagem medieval. Ou seja, em ciência, é fundamental tomar inspiração nos trabalhos anteriores, colocá-los em causa, testá-los e usá-los como alicerces para as novas experiências. Os cientistas contemporâneos não precisam de começar tudo do princípio. Podem apoiar-se no conhecimento acumulado, sem deixar de o verificar e de o rever quando surgem novas evidências. Com essas bases, construídas por “gigantes”, temos apenas de acrescentar bom senso, experiência e, com algum engenho, muitos dos cientistas de hoje serão os gigantes de amanhã.
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