Olhei à volta. Montes de luzes, luzinhas e luzaretas, com musiquinha ferexevita. Pessoas desesperadas, tentando sair dali o mais rapidamente possível, depois de terem cumprido o santo sacrifício de comprar a prenda obrigatória. Lá fora, mesmo à entrada do centro comercial, tiritando, dois abandonados do sistema pediam o mínimo, incluindo o que fosse bem abaixo da dignidade restante.
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