Fui criado com crenças piedosas, não isentas de superstições, num tempo em que, por exemplo, nada sabíamos sobre eletricidade atmosférica. Quando, por exemplo, trovejava, minha mãe cobria preventivamente os espelhos lá de casa com cobertores. Depois mandava fechar hermeticamente as janelas. Ao faiscar dos relâmpagos, ela bradava: “Santa Clara!” Segundos depois estalava o trovão e era Santa Bárbara, Virgem e Mártir, quem nos devia acudir.
(Hoje Santa Clara está associada a um clube desportivo açoriano, e de Santa Bárbara só nos lembramos quando faz trovões)…
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