160 anos – Falar da CISA é sinónimo de “boas recordações. Amigos para a vida toda. Saudades da infância”, afirma Sandra Costa

0
32
DR

No início do ano o Tribuna das Ilhas (TI) aceitou o desafio lançado pela Casa de Infância de Santo António (CISA), de, no âmbito das comemorações dos 160 anos, publicar uma entrevista por mês, a personalidades que ao longo destes anos passaram por esta instituição  de solidariedade social.

Naquela que é já a 10.ª reportagem que publicamos, ouvimos Sandra Costa, engenheira Informática, atualmente a exercer as funções de Secretária Geral da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, que classificou a instituição como “uma grande escola”.

Sandra Costa, natural da ilha do Faial, é casada e mãe de 2 filhos. Licenciou-se em Engenharia Informática e de Computadores no Instituto Superior Técnico, em 1994. Tirou uma Pós-Graduação em “Programa Avançado de Gestão para Executivos (PAGE)” na Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais, da Universidade Católica Portuguesa. Possuí certificação em Gestão de Projetos, “PMP – Project Management Profissional”, pelo Project Management Institute e certificação de Competências Pedagógicas de Formadora, pela Direção Regional do Emprego e Qualificação Profissional. É ainda detentora do Curso de Especialização em Direção de Segurança (CEDS), pela Universidade Aberta.
A engenheira informática, que exerce atualmente as funções de Secretária Geral da Assembleia Legislativa da RAA, é a 10.ª e penúltima entrevistada da parceria iniciada em fevereiro com a CISA, que termina no próximo mês de dezembro com a entrevista ao Presidente, Marco Santos.
Sandra frequentou o colégio de 1976 a 1981, um ano na infantil e quatro na primária.
À nossa reportagem revelou que as memórias pessoais que guarda dos cinco anos em que lá passou, “são sem dúvida as amizades dos e com os colegas de classe, muitas das quais ainda hoje perduram”.
A ex-aluna lembra-se que a sua “classe era muito unida”. “Brincávamos bastante nos intervalos”, conta.
Sandra Costa, recorda-se ainda da professora que a acompanhou da 2.ª à 4.ª classe. “Tivemos também a sorte de apanhar a Professora Fernanda Ângelo, acabadinha de se formar, nova e com um espírito bem diferente do que na altura as Irmãs Franciscanas tinham, e que nos sabia “levar” a todos muito bem”, referiu.
Do ponto vista, pedagógico, a ex-aluna classificou a CISA como “uma grande escola”, uma vez que possuía “boas condições e boas educadoras e professoras”.
A engenheira informática guarda ainda na sua memória a imagem da sua educadora de infância, a Irmã Adelina, “que era um doce de pessoa”, que há poucos anos teve a oportunidade de rever “já bastante velhinha, mas sempre a mesma”, observou.
Sandra Costa, avançou que na 1ª classe teve como professoras três irmãs diferentes. “Houve de tudo, umas mais rígidas que outras. Mesmo assim a rigidez que tinham connosco, caraterística do ensino na época, era disciplinadora e incutiu-nos sem dúvida também um sentido de respeito pelos professores, mesmo que às vezes fosse mais por medo das consequências dos castigos…”, disse.
Relativamente aos constrangimentos sentidos pela sua geração, a Secretária Geral da ALRAA, refere não ter sentido grandes dificuldades. “Vivíamos bem com o que tínhamos à nossa disposição, como crianças eramos felizes, provavelmente os nossos pais sentiam constrangimentos, nós não diretamente”.
Segundo a ex-aluna, apesar de na altura não ter sentido grandes constrangimentos “olhando hoje para trás, e quando comparo com o que miúdos da minha geração tinham acesso, por exemplo, em Lisboa, claro que houve grandes diferenças”, confessou, acrescentando que na altura teve a “sorte de ter apanhado o inicio da RTP Açores” quando entrou para a escola e a “sorte” de, por questões de saúde, “ter de ir, desde bem cedo, duas vezes por ano a Lisboa”, reconhecendo que ambas as “sortes” a “moldaram bastante”.
Quando questionada sobre que papel teve a CISA nesses anos, Sandra Costa observou que teve “um papel essencial”, considerando que “são anos muito importantes na nossa formação enquanto pessoas/cidadãos”.
No que respeita aos valores e princípios adquiridos a ex-aluna destaca que “foram sem dúvida o respeito, a tolerância, a generosidade e a camaradagem”.
A finalizar Sandra Costa, adiantou ao TI que falar da CISA, é sinónimo de “boas recordações. Amigos para a vida toda. Saudades da infância”. 

O MEU COMENTÁRIO SOBRE ESTE ARTIGO