No dia 8 de fevereiro, logo de manhã, recebi a notícia da morte de Zuraida Soares. E eu, que quase dormia na banalidade dos afazeres domésticos, subitamente desperta, com a voz embargada, escolhendo as palavras que doíam e não sabiam expressar a tristeza imensa que senti naquele momento. Sabia da doença, dessa tecedeira de raízes que se dissemina pela carne, mas tínhamo-nos encontrado várias vezes por aí, nos últimos tempos, e a vida manifestava-se no seu grande sorriso, no abraço firme, autêntico e forte, vibrava nas palavras de amizade, na disponibilidade com que acolhia todos os projetos, se dava aos outro.
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