O sacrifício dos inocentes

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DR/TI
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Escrevo este artigo no dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher. A televisão transmite imagens brutais da guerra da Ucrânia; filas intermináveis de mulheres de todas as idades e crianças com o terror e a incompreensão espelhados no rosto, amontoadas em abrigos; outras fugindo dos bombardeamentos. Assisto, em direto, à destruição das cidades, ao sofrimento e à morte de inocentes, que nada têm a ver com os interesses estratégicos da Rússia e as manifestações brutais de poder de Putin, que aproveitou a fraqueza das lideranças ocidentais – a recente investigação do Parlamento britânico às festas ilegais, promovidas pelo presidente da Grã Bretanha, Boris Johnson, em Wall Street; a contestação interna a Biden; a fraqueza política de Macron. De súbito, todos esses acontecimentos se tornaram irrelevantes face à hedionda e ilegítima invasão da Ucrânia, pela Rússia, que atenta contra o direito internacional, contra os direitos humanos, contra o direito à Vida e a segurança planetária. Como todas as guerras, esta é uma manifestação de poder e do domínio, humana e eticamente injustificável. Dói a alma ver as cidades em ruínas- Kharkiv, Chernihiv ou Mariupol, Borodyanka. Já tínhamos visto algo semelhante em Aleppo e Homs, na Síria. Os ucranianos resistem; o ocidente avalia as consequências de uma guerra depois de uma crise pandémica. O que quer que aí venha, vai decerto mudar o mundo, porque temos à nossa frente desafios inimagináveis: a crise climática, a pobreza extrema em grandes partes do globo; mais de um milhão de migrantes na Europa.

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