A caminho das eleições regionais

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Depois de entrar e sair agosto, o mês propício dos banhos de mar e de sol para retemperar corpo e alma, retomam-se devagarinho as rotinas e os assuntos da hora do café, sendo um dos temas incontornáveis as próximas eleições regionais que já se avizinham.
Sabe-se que uma delegação da Comissão Nacional de Eleições (CNE) se deslocou, no decorrer do mês passado, aos Açores para realizar várias reuniões a propósito das eleições deste ano, tendo sido garantido que votar nas legislativas açorianas será seguro e que um eventual medo da pandemia de Covid-19 não poderá servir de justificação para um aumento da abstenção, confirmando que serão tomadas todas as medidas que afiancem, não só a segurança dos eleitores, como também dos restantes envolvidos no processo eleitoral.
Segundo a informação dada, o ato eleitoral decorrerá com luvas, máscaras, viseiras e álcool nas mesas de voto e o mínimo de canetas partilhadas. Cuidados a que nos fomos habituando nos últimos meses e que começam a constituir um hábito no nosso quotidiano.
Perante esta certificação de segurança, no dia 25 de outubro todos os eleitores deverão proceder ao dever cívico de votar, de forma a escolherem os seus próximos representantes no parlamento açoriano, esperando-se, assim, uma participação mais significativa do que nas últimas eleições e que a Covid-19 não surja, efetivamente, como mais um pretexto para justificar uma abstenção que apenas nos envergonha e em nada dignifica a democracia.
E para diminuir as desculpas, desburocratizar e facilitar o exercício do voto, foi aprovado o diploma que altera a lei eleitoral do arquipélago para permitir o direito de voto antecipado e por mobilidade já nestas eleições legislativas regionais.
A par desta novidade, e também com o intuito de incentivar o voto e combater a abstenção, os diferentes partidos políticos apostam na sua campanha eleitoral.
A apelar à “Confiança” dos açorianos, o PSD/Açores optou por uma campanha eleitoral sóbria através da divulgação de políticas alternativas e com o orçamento mais baixo das últimas décadas. Desta forma, José Manuel Bolieiro pretende colocar entraves ao percurso de Vasco Cordeiro que, após dois mandatos de governação, afirma “P´rá frente é que é caminho”.
No entanto, como o caminho já é trilhado há mais de duas décadas, a Aliança Açores afirma que para a frente está um precipício e, como tal, é altura de dizer basta e sermos “Todos Açores”.
A Iniciativa Liberal também se colocou em campo e elencou uma lista das libertações dos Açores e açorianos, nomeadamente, do monstro rosa que asfixia a democracia. Para o Bloco de Esquerda “Novas políticas, melhor futuro”, o que todos nós ambicionamos, independentemente das opções políticas.
E quando os slogans não chegam, vem o Chega com uma quadra: “Está na hora, está na hora, toca a acordar! É com o Chega sem demora, que vamos todos ganhar”.
É caso para dizer que inspiração não falta!
E apesar de serem apenas alguns exemplos do que se avizinha no caminho para as eleições regionais, eu acredito que para todos ficarmos realmente a ganhar com novas políticas e um melhor futuro e não caminharmos em direção ao precipício, é preciso votar em quem nos inspira “Confiança”.

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