O enorme aumento da inflação é um assunto incontornável. Não é de admirar. A única coisa que surpreende é o governo regional ter demorado tanto tempo a acordar para o problema.
Mas não foi por falta de aviso. Pelo contrário, o problema é internacional e é objeto de acesos debates sobre as medidas a serem implementadas no imediato para fazer baixar a inflação e fazer face ao aumento do custo de vida e consequente empobrecimento da população.
Nos Açores, desde abril que o Bloco alerta para a necessidade de implementar no imediato medidas para mitigar os efeitos nefastos da inflação. Em maio, foi aprovado no parlamento do Açores um conjunto de medidas propostas pelo Bloco. Todavia o governo regional não as cumpre na generalidade e as que cumpre fá-lo de forma insuficiente.
Em abril poderia efetivamente dizer-se que o governo regional estava distraído com os seus problemas internos, ao invés de antecipar problemas e implementar no imediato medidas de mitigação dos efeitos da inflação. Em julho não há forma de dizer que o governo está distraído. Seria demasiada incompetência. Então o que mudou de abril a julho?
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