Sinto que cada vez que aprendo alguma coisa me torno mais feliz. Quando essa aprendizagem resulta de uma procura, pesquisa ou experiência, o gosto é ainda maior. Provavelmente, um pedagogo diria com maior propriedade, mas sinto que a aprendizagem que resulta de uma iteração com uma enciclopédia, da conversa com quem sabe mais ou da aplicação do método científico tem um sabor acrescido.
Há descobertas simples e passivas, como as que resultam da descoberta de um enredo no final de um filme, e outras, ultra-complexas, como as que resultam do percurso da investigação científica dirigida. O êxtase da descoberta após longo e árduo trabalho levou inclusivamente ao cunhar da expressão “Eureka!”.
Entre os dois extremos, entre a descoberta passiva e a procura estruturada da verdade, há muito daquilo que nos acontece no dia a dia e nos fascina, por vezes de forma deliciosa. Aquilo que apelidei em tempos de “momentos perfeitos”.
Por vezes, colocamo-nos propositadamente em modo de aprendizagem, mas sem seguir uma qualquer metodologia científica. Isso acontece, por exemplo, ao entrarmos num museu. Estamos à procura de novas informações, mas, muitas vezes, nem sequer sabemos o quê com precisão.
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* Texto publicado a título pessoal. As informações e opiniões expostas neste artigo são as do autor e não refletem necessariamente a opinião oficial da Comissão Europeia.














