A Lição de Carlos César

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As qualidades de liderança de Carlos César, a sua perspicácia política e a sua extraordinária capacidade de trabalho bem como a sua excepcional exigência – consigo próprio e com os que o rodeiam – são reconhecidas até pelos seus opositores.

O povo também as confirma e, por essa razão, depois de uma maioria relativa, em 1996, deu ao Partido Socialista amplas e merecidas maiorias absolutas, distinguindo sempre as eleições regionais das eleições nacionais e europeias. Creio não haver dúvidas a este respeito. A grande maioria dos votos que o PS tem alcançado na nossa Região são, sobretudo, resultado da obra de Carlos César. É ele a dinâmica dos seus Governos, é ele o garante de que os Açores e os açorianos estão sempre primeiro e as equipas que o têm acompanhado ao longo dos seus quatro mandatos, com ele aprenderam quase tudo do que sabem.

A sua visão abrangente, a sua coragem de defender os interesses dos Açores e do povo açoriano acima de tudo e de todos, a sua verticalidade firme, o exercício consistente e equilibrado da sua presidência contribuíram para a sua imagem íntegra e forte, não deixando de ser sensível e próxima dos cidadãos.  

Os partidos políticos viviam suspensos da sua decisão de se candidatar de novo à Presidência do Governo em 2012. Havia quem a desejasse e tentasse influenciar a sua opção; havia quem a temesse a ponto de espalhar cartazes enormes (mas ainda menores do que os receios) nas ruas a lembrar as suas palavras de não recandidatura. Havia quem pressagiasse que depois dele seria o caos no Partido Socialista, com os candidatáveis em luta pelo almejado primeiro plano no Governo; havia quem predissesse que o povo jamais lhe perdoaria o abandono do seu lugar – como não perdoou a Mota Amaral e ao PSD.

Afinal, enganaram-se uns e outros. Carlos César permanece nas ilhas que todos amamos. Preserva as suas convicções e a estabilidade da nossa terra e da nossa gente, mesmo em tempos difíceis como os que aí estão. Cumpre a sua palavra e dá lugar, na candidatura à presidência do Governo, à nova geração. Não abandona a sua actividade política e continuará a dignificar e a projectar os Açores e as açorianas e os açorianos.

José Contente e Sérgio Ávila propõem Vasco Cordeiro para a sucessão. Não existem hiatos. Vasco Cordeiro é acolhido com grande entusiasmo. O Presidente do Governo dá o exemplo do seu apoio e as decisões encadeiam-se, harmoniosamente, sem despedidas e sem chegadas inusitadas.

Carlos César calou o medo exibido nos cartazes e nos rostos dos seus adversários políticos. Por pouco tempo.  Agora a oposição tem dupla razão para continuar a temer: a solidez de Carlos César e a bravura de Vasco Cordeiro.

Carlos César demonstrou – de novo! – a sua inteligência, a sua sabedoria, a sua elevação e a sua elegância políticas. Uma lição histórica para os PS, para os Açores e para o País.

 

                                                                     alziraserpasilva@gmail.com  

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