A padroeira de Portugal

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Mais uma vez, o calendário litúrgico marcou a data da festividade em louvor de Nossa Senhora da Conceição, instituída na dignidade de Padroeira de Portugal, no reinado de D. João IV, oitavo duque de Bragança, mas já venerada no longínquo tempo do nosso rei D. Afonso Henriques, após a conquista de Lisboa.
Em muitas paróquias das nossas ilhas, a festividade litúrgica concretiza-se, ano após ano, na Eucaristia solene e na procissão, muito concorrida que se segue, de imediato, particularmente de devotos que acorrem das freguesias do campo.
Na cidade da Horta, nossa terra de origem esta festividade continua a ser um evento religioso de maior visibilidade, sem dúvida, naturalmente, aquela que maior expressividade regista, nesta quadra do ano.
Recordamo-nos, com saudade, dos tempos em que vivíamos na ridente Cidade da Horta e a envocação desta solenidade religiosa que nos levava a participar, com entusiasmo, nas “novenas”; extraordinariamente participadas, a tal ponto, que bastas vezes nem podíamos entrar no corpo da Igreja da Freguesia da Conceição.
Eram mementos particularmente vividos por todos quanto prezavam tal ocorrência do calendário litúrgico, sem dúvida, tanta gente das freguesias, a manifestar o seu contributo participativo, quer na Eucaristia solene, quer no cortejo processional que, ao compasso das filarmónicas convidadas, percorria boa parte das ruas da nossa cidade, particularmente, as do lado norte da cidade, quer na visita às montras.
Tempos vividos com entusiasmo e emoção e que, felizmente se recordam, com saudade, tantas vezes evocando as memórias dos nossos maiores que a eternidade já chamou a si.
Resta-nos a memória dessas cerimónias que, gostosamente recordamos e entre elas a do saudoso Padre Silvestre que, durante muitos anos, contribuiu, entusiasticamente para o engrandecimento da sua Paróquia.

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