A génese e a construção de Portugal são um enigma, por falta de uma base étnica comum, de uma geografia específica e de uma cultura peculiar. No devir português, o mar foi a essência de tudo, isto é, de uma identificação decidida, demorada e custosa, no começo, do cumprimento de uma missão universalista a projetar a Europa no Mundo, de permeio, e da possibilidade de um honroso retorno à Europa a garantir o respeito do Mundo, na atualidade. Aliás, pouco depois da consolidação da independência, o epicentro do país transita mesmo da Metrópole para o Ultramar, aí permanecendo pelo menos até à libertação do Brasil em 1822, porventura, até ao colapso do império africano após o 25 de abril de 1974.
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