“A questão do Porto da Horta é essencial para a continuação da nossa afirmação como capital do Mar dos Açores”

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Natural do Faial, Carlos Ferreira saiu da sua terra rumo ao continente para ingressar a Escola Superior de Polícia e aí prosseguir os seus estudos.
Depois de alguns anos voltou à sua terra para comandar a Esquadra de Polícia da Horta.
Carlos Ferreira, 41 anos, atual deputado à Assembleia Legislativa Regional, é o candidato do PSD à Câmara Municipal da Horta nas eleições de outubro próximo, depois de, há quatro anos, ter sido número 3.
Tribuna das ilhas esteve à conversa com o deputado faialense.

 

Policial de carreira, comandou durante vários anos a esquadra de polícia da Horta, até que decidiu enveredar pela política. Há 4 anos foi candidato em n.º 3 nas listas do PSD às eleições legislativas autárquicas, nas quais o PSD conseguiu eleger apenas 2 deputados, não tendo o Sr. Deputado sido eleito.
Como reagiu a esta situação? Tinha esperança em ocupar um lugar no parlamento açoriano?
Na experiência anterior eu disponibilizei-me, tal como agora, para abraçar este desafio. Há quatro anos não foi essa a vontade das pessoas, pelo que regressei à minha atividade profissional e continuei a cumprir aquela que era a minha missão, com total imparcialidade e empenho para servir o melhor possível, quer a minha instituição, quer os cidadãos que são os destinatários, quer da ação policial, quer da política.
Quando nos candidatamos a algo temos sempre a esperança de que corra bem. Tinha a esperança de que as coisas tivessem corrido de forma mais positiva, no entanto, depois de me ser feito o convite para concorrer às Regionais de 2016, voltei a abraçar o desafio.

Em outubro de 2016 apresentou-se como cabeça de lista do PSD às legislativas regionais pelo círculo do Faial. A que se deveu esta alteração de lugar?
A alteração na posição na lista é algo que compete à Comissão Política de Ilha, que decidiu convidar-me para este desafio.
Mais do que olhar para o passado, penso que é altura de projetar o futuro. Estamos a trabalhar com vontade no presente, para representarmos verdadeiramente os faialenses, para lutarmos pela ilha do Faial e pelo seu futuro.

Quando tudo apontava que iria perder as eleições neste círculo para a candidatura do PS, eis que vence essas eleições com uma margem de mais de 500 votos em relação ao PS. Em seu entender quais foram os factos que contribuíram para a sua vitória?
Penso que os faialenses decidiram dar a sua confiança a uma candidatura que se procurou apresentar como credível, próxima das pessoas, de confiança para os faialenses e, parece-me, que essas caraterísticas passaram para a população e tiveram do nosso eleitorado uma resposta positiva.

Decorridos 6 meses após a sua tomada de posse, que balanço faz da sua atuação enquanto deputado?
Desde as eleições que temos procurado trabalhar ativamente para cumprir o que prometemos aos faialenses. O balanço é claramente positivo. Parece-me que a representação da nossa população tem sido conseguida. Pelos contatos do dia a dia, de rua, quer por iniciativa nossa, quer por iniciativa das pessoas, temos tido um feedback muito favorável. Há pessoas de várias ideologias partidárias e outras sem qualquer conotação que se nos dirigem a manifestar o seu apreço e apoio. Nada está garantido, pelo que temos que continuar a trabalhar diariamente, quer nas questões que continuam pendentes, quer naquelas que vão surgindo e carecem de resolução.

Considera que tem defendido no parlamento os interesses do Faial e das pessoas que o elegeram?
Considero que sim. Ainda na última sessão plenária tive um debate direto com o senhor Presidente do Governo sobre o aeroporto da Horta porque me pareceu que era fundamental defender e representar os faialenses nesse investimento que consideramos prioritário para a nossa ilha. Também em sede parlamentar já tive oportunidade de debater com o titular das Obras Públicas e Transportes, no sentido de conseguirmos o melhor projeto e investimento possível para o Porto da Horta, que consideramos nuclear para projetamos a ilha do Faial e para que concretizemos a Horta como a capital do mar dos Açores. Temos, também, procurado alertar para os problemas que têm surgido relacionados com o setor da saúde e apresentado propostas para a resolução dos mesmos, uma vez que se trata de uma área fulcral para a população, sem esquecer outras áreas que consideramos relevantes.

O Governo Regional tem eleito o “mar” como uma aposta para o desenvolvimento económico da Região. Qual a sua opinião acerca deste assunto?
Concordo em absoluto com a perspetiva de que a economia do mar é fundamental para a Região no seu todo e para a ilha do Faial, que é a ilha dos Açores que tem maior vocação marítima. Entendemos, no entanto, que não basta anunciar o mar como uma área a desenvolver, é preciso concretizar na prática os investimentos que permitam esses desenvolvimentos.

A propósito do Mar, há alguns meses levantou-se no Faial uma celeumasobre as obras do Porto da Horta, do concurso público lançado e do projecto de execução. Hoje, a Porto dos Açores está a rever o projeto e a estimativa orçamental. O seu partido tem-se mostrado frontalmente contra estas obras. O PSD mantem hoje essa posição? Porquê?
A questão do Porto da Horta é essencial para a continuação da nossa afirmação como capital do Mar dos Açores e como a ilha com maior vocação marítima da Região, mas, para isso, entendemos que é fundamental que os investimentos a realizar no Porto da Horta, para além da correção dos erros que foram cometidos na construção do molhe norte, que, na bacia sul, se contemplem aspetos fundamentais como a requalificação e ampliação das instalações do Clube Naval da Horta, a construção de um cais acostável para navios de cruzeiro de maior dimensão, a ampliação da marina e, um aspeto fundamental em termos económicos, a criação de infraestruturas para preparação e manutenção naval, que permitam criar efetivamente ou transformar o Porto da Horta numa zona de invernagem do Atlântico, o que nos daria uma vantagem económica muito importante.
O PSD não é contra a realização das obras no Porto da Horta, pelo contrário, eu defendo integralmente que os investimentos têm de ser realizados. O projeto que foi apresentado é que, na nossa perspetiva, não correspondia as necessidades do Porto e da ilha do Faial e seria um erro tremendo ser realizado tal como foi apresentado.
Como tivemos oportunidade de anunciar publicamente, era fundamental ouvir a comunidade e designadamente os operadores do setor portuário, de associações representativas dos pescadores, das empresas marítimo turísticas, do Clube Naval da Horta e todos os atores do setor portuário da ilha do Faial e fazer uma reflexão profunda sobre o projeto que havia sido apresentado que, no nosso entender, era extremamente negativo e prejudicial ao Porto da Horta e que iria comprometer definitivamente as condições de operacionalidade e segurança do Porto. Por isso, para sintetizar, entendemos que é necessário avaliar os danos que o novo molhe causou na baía da Horta, nomeadamente no estado do mar no interior da bacia sul e que é fundamental ouvir os operadores portuários, para que, em conjunto, se encontrem as melhores soluções para o futuro do porto da Horta, o que não era conseguido com o projeto que foi apresentado e que, esperamos todos, que venha a ser conseguido nesta reavaliação que está a ser feita pela Portos dos Açores.

Avançando agora para a questão das acessibilidades.
Qual a sua posição em relação ao transporte marítimo de mercadorias?
E háimportância cada vez menor do Porto da Horta, em detrimento,sobretudo, do Porto da Praia da Vitória nesse transporte?
O papel do Porto da Horta deve ser preservado e reforçado e esperamos que o modelo de transporte marítimo de mercadorias que venha a ser encontrado garanta que as mercadorias chegam à ilha do Faial com maior regularidade, com melhor qualidade e com maior rapidez, ou seja, que o porto da Horta veja reforçada a sua importância no seio do transporte marítimo de mercadorias.

Acha que o Porto da Horta tem perdido importância nesta área?
Penso que o Porto da Horta tem perdido importância nesta área e que esse caminho tem de ser invertido. Para isso é fundamental que quem exerce funções politicas na ilha do Faial assuma claramente posições em defesa da ilha no seu todo, quer seja a nível do Porto, a nível do aeroporto, a nível do hospital e em todas as outras áreas onde, nas últimas 2 décadas, a ilha do Faial tem perdido alguma capacidade de influência.

Acha que o modelo existente deve ser revisto?
Eu entendo que o modelo que neste momento está a ser praticado tem de ser ou pode ser revisto, mas não no sentido de centralizar ainda mais o modelo que já está a ser praticado. Ou seja, qualquer revisão deve ter o cuidado de garantir como disse há pouco, maior rapidez, maior regularidade e maior qualidade ao nível do transporte marítimo.

E o transporte marítimo de passageiros?
Numa região arquipelágica como a nossa a mobilidade das pessoas é fundamental e, portanto, quer ao nível do transporte aéreo,em que nós temos lacunas muito relevantes, quer ao nível do transporte marítimo, todas as revisões ou reformulações que se fizerem devem ter em conta a necessidade de garantir maior regularidade, maior capacidade de deslocação por parte dos açorianos e de todos os que nos visitam e maior confiança das pessoas, quer nos agentes de navegação e, também, na nossa companhia aérea, quer nas soluções que são encontradas pelos titulares do cargos políticos para garantir essa mesma mobilidade.

Concorda com o facto de a empresa pública Atlânticoline, que tem no Triângulo o seu maior volume de tráfego de passageiros e de receitas, manter a quase totalidade dos seus serviços em Ponta Delgada?
Não, porque entendo que, tal como já foi inclusivamente objeto de uma recomendação aprovada nesta assembleia no passado, a sede de uma empresa pública dessa natureza deve estar materializada na ilha do Faial, não apenas em termos abstratos, mas também com concretização prática. Ou seja, se foi e é entendido que é ao nível do Triângulo que o transporte marítimo de passageiros tem uma relevância maior e que, por isso, fazia sentido que a empresa Atlânticoline fosse sediada na ilha do Faial, então também a maioria dos seus serviços deveriam correspondera isso.

A propósito de empresas públicas, partilha da mesma opinião do líder do seu partido que exigiu ao Governo a extinção da SPRHI, SA?
Partilho claramente, tal como partilho da posição de que o setor público empresarial da região no seu todo necessita de uma reformulação de modo a torná-lo mais eficaz no seu funcionamento, para que toda a região possa beneficiar dessa medida.Não defendo que alguém deva ser despedido, muito pelo contrário, ao nível dos funcionários entendemos que é necessário garantir a segurança laboral, mas, ao nível dos lugares de administração e cargos de nomeação políticaacho que é necessário rever o número de titulares de nomeação.

Do mar passamos para o ar. Muito se tem falado em relação à ampliação da pista do aeroporto da Horta e sobre quem deve pagar essa obra. Qual é a sua posição em relação a este investimento estruturante para o Faial?
Eu considero que é fundamental avançar com o investimento, para a melhoria das condições de operacionalidade e segurança da pista do aeroporto, abrangendo ou incluindo necessariamente a ampliação da pista. Relativamente à responsabilidade, entendo que deve ser um processo liderado pelo Governo Regional, que envolva o Governo da República e a ANA, numa parceria que permita concretizar a ampliação. Cada uma das partes deve assumir o pagamento de uma parte do investimento e o governo regional deve assumir que está disponível para patrocinar um terço ou outra parte do investimento, tal como o governo da república e a ANA.
O argumento utilizado pelo Sr. Presidente do Governo Regional na sessão plenária de Abril, não pode ser acolhido por nós Faialenses, porque, se todos nós açorianos, por exemplo, pagamos uma parte da renda anual da SCUT ou pagamos a construção da Casa da Autonomia em São Miguel, então entendemos que o investimento fundamental não apenas para os Faialenses, mas para toda a região, como é o investimento no aumento da pista do aeroporto da Horta deve contar com essa solidariedade regional abrangente, porque também foi para isso que a autonomia foi criada e desenvolvida ao longo das últimas quatrodécadas.
Por outro lado, há pontos de vista diferentes sobre investimentos da mesma natureza e que podemos falar. Por exemplo, do Aeroporto de Ponta Delgada onde o Governo Regional em tempos investiu e muito bem, porque é fundamental para o desenvolvimento de São Miguel e da Região no seu todo, ou o Aeroporto de Lisboa que o Governo da Republica tem também feito investimentos e prevê fazer novos investimentos. Por isso, entendemos que o Aeroporto da Horta não deve ser tratado de forma diferente,não se avançar com uma obra que é tão relevante para o nosso futuro apenas com o argumento de estar concessionado a uma empresa privada, tal como os outros estão.

Acompanha as conclusões constantes do estudo encomendado pela CMH em relação a este assunto?
Todos os investimentos que sejam importantes para o Faial devem merecer o apoio de todos nós e, portanto, apoiamos o trabalho que foi feito e entendemos que seja mais um contributo importante, até porque parece afastar um dos maiores obstáculos há concretização do investimento que era o elevado custo. Assim, reduzindo sensivelmente para metade o custo espectável da obra, pode ser um passo importante, contando com todo o nosso apoio. Continua, também, a faltar o aspeto fundamental neste processo que é a decisão de avançar e de liderar o processo e, por isso, voltava a referir, o que é fundamental e continua a faltar é a decisão do Sr. Presidente do Governo Regional em liderar o processo e avançar com as diligências necessárias, até que seja ampliada a pista do Aeroporto da Horta.

Considera necessário a existência de mais voos para o Faial no verão IATA?
Sim, claramente, são precisos mais voos. Podemos constatá-lo fazendo uma simples pesquisa no site da SATA para tentar marcar alguns voos em alguns dias, sobretudo nos meses de Julho e Agosto. Não percebemos porque é que na rota das obrigações serviço público com maior taxa de ocupação, apesar de ser também aquela que tem a tarifa mais elevada, a SATA em vez de apostar e procurar rentabilizar ainda mais esta rota, retira voos há rota Lisboa – Horta – Lisboa, apostando em outros destinos menos atrativos. Por outro lado, gostaria de dizer também que, para além do número de voos que, para nós é um aspeto fundamental, consideramos essencial que a SATA promova esta rota e que a promova, através na promoção das férias de turismo, por exemplo, a SATA, o Governo Regional, a associação turística dos Açores, que têm um papel fundamental numa promoção de destino turístico dos Açores e que no meu entender não tem promovido a ilha do faial e o triângulo de forma adequada.
Mas é também fundamental que faça essa promoção através da politica de tarifas aéreas, porque ao disponibilizar lugares nos voos Lisboa – Horta em muitos casos ao dobro do preço daquele que é praticado para voos com ligação, a companhia aérea e o Governo Regional que é o dono da empresa, estarão a manipular artificialmente a vontade do passageiro, porque um passageiro que pague por um voo direto Lisboa – Horta – Lisboa, o dobro do preço que paga por um voo Lisboa – Ponta Delgada – Horta ou Lisboa – Terceira – Horta, claramente que está quase a ser obrigado a optar por um voo com ligação e não por um voo direto.
Quando se falam em estatísticas para justificar algumas decisões, muitas delas já antecipadamente tomadas, é importante também ter em atenção que a política de preços pode ajudar a “manipular” a vontade do passageiro e, por isso, a condicionar as estatísticas que são posteriormente apresentadas.

Após a abertura do espaço aéreo dos Açores a outras companhias aéreas, o turismo passou a ser o principal pilar da economia açoriana. Que posição tem em relação à abertura do espaço aéreo do Triângulo a outras companhias aéreas?
Será muito importante que a curto ou médio prazo possamos ter outras companhias, nomeadamente companhias Lowcost já para o Triângulo. O Triângulo é um conceito turístico com um grande poder de atratividadee pode de facto ser um ponto central de turismo para os Açores, mas para isso é importante não apenas fazer a promoção do Triângulo como seu produto turístico claramente definido, mas também dar a possibilidade de outras companhias viajarem para cá.
Isso deve ser feito com a maior urgência para que o Faial, Pico e São Jorge, possam dar um salto quantitativo e qualitativo ao nível do turismo e da sua economia no seu todo.

O que acha dos reencaminhamentos?
É necessário dar maior informação às pessoas sobre os encaminhamentos, mas os encaminhamentos por si só não resolvem o problema do Faial e do Triângulo. Portanto, continuo a defender que é necessário e importante que outras companhias possam viajar para cá. Os encaminhamentos por vezes obrigam as pessoas a estar um dia inteiro nos aeroportos, ou fazer despesas adicionais a pernoitar em outras ilhas, e esse é um obstáculo a que as pessoas possam chegar às ilhas que ainda não são servidas por companhias Lowcost. Os encaminhamentos devem ser melhorados, mas essa melhoria não invalida a necessidade de termos companhias Lowcost a viajar para o Triângulo, porque os voos diretos são muito mais atrativos para os passageiros.

Parece estar esquecida por todos a 2.ª fase da Variante à cidade da Horta. O seu partido também tem estado calado. Revê-se nessa posição?
Não me parece que o PSD tenha estado calado em relação à 2.ª fase da Variante à cidade da Horta, quer no âmbito da campanha para as eleições regionais de 2016 em que a Variante foi um tema bastante debatido e em que o PSD tomou posições claras e definidas em relação à necessidade de se concluir a 1.ªfase da Variante, nomeadamente com a iluminação e de avançar rapidamente com a concretização da 2.ª fase, quer, por exemplo, no último debate do programa do governo e plano e orçamento para o ano de 2017, a Variante esteve presente nas intervenções do PSD, estes são alguns exemplos elucidativos do trabalho que tem sido feito para colocar a Variante na agenda.
É importante que se concretize, quer porque foi uma expetativa criada pelo governo regional à comunidade faialense, quer porque é efetivamente fundamental para o reordenamento do trânsito na cidade da Horta, sendo um investimento que se deveria conjugar com o projeto da “Frente Mar” , porque só com essa conjugação será possível, por exemplo, diminuir e até retirar o trânsito de veículos pesados do interior da cidade.
A Variante não é um investimento tão avultado que não possa ser realizado pelo governo regional sem recorrer a fundos comunitários, porque fazem-se investimentos em todas as ilhas sem recorrer a fundos comunitários e esse argumento também não pode ser utilizado para afastar a construção da 2.ªfase da Variante das intenções do governo.
Na verdade, o governo teve oportunidade para o fazer quando havia fundos comunitários e não o fez. Se não fez na altura em que existiam esses apoios, não deve utilizar esse argumento para não avançar com o investimento nesta fase e é importante que o faça, porque a cidade da Horta precisa.

Irá exigir essa obra no parlamento?
Já o fizemos e voltarei a fazê-lo.

Será candidato à Câmara Municipal da Horta nas próximas eleições autárquicas pelo PSD. Acha que tem condições para vencer?
Tal como me disponibilizei e manifestei motivação, vontade e empenho em servir a ilha do Faial quando me candidatei as eleições regionais, fi-lo agora para as eleições autárquicas deste ano, reforçando a minha disponibilidade para servir o Faial.
Servirei o Faial, na função que os faialenses entenderem, seja como Presidente da Câmara, seja como Vereador, mas tenho claramente a perspetiva que é possível vencer.
O que é fundamental na democracia é darmos um passo em frente, afirmarmos aos nossos cidadãos a nossa disponibilidade e permitir uma escolha livre sem receios e consciente.
E se a vontade dos faialenses for a de que eu possa servi-los na presidência da Câmara Municipal da Horta, eu fá-lo-ei com a maior motivação, com a maior determinação e com a maior verticalidade.

Como vê a ilha do Faial hoje?
O Faial tem aspetos fabulosos que nos devem orgulhar a todos, temos paisagens naturais belíssimas, temos uma vocação marítima que é uma marca distinta também da nossa ilha.
No entanto, entendo que ao longo das últimas duas décadas o Faial perdeu muito peso e muita capacidade de influência e intervenção no seio da Região Autónoma dos Açores e esse é um aspeto fundamental para que possamos ter um futuro melhor, possamos criar emprego, desenvolver a nossa economia e tornar a ilha do Faial muito mais atrativa.
Na qualidade de candidato à Câmara Municipal da Horta, esse é um aspeto fundamental, tornar a ilha do Faial não a maior dos Açores, porque em termos de dimensão não pode ser, mas a mais atrativa dos Açores ao nível turístico, defendendo o turismo de qualidade e não o de massificação.
Mas também não temos de ficar desertificados, ou seja, temos de garantir que as pessoas conseguem chegar à ilha do Faial, para que possamos investir com qualidade nas nossas infra-estruturas turísticas e organizar a oferta turística em toda a ilha.
Voltando à questão da atratividade é como um objetivo central da minha candidatura, tornar o Faial uma ilha atrativa, quer ao nível do turismo, atividades náuticas, desportos de natureza em que o trail deve ser assumido como uma prioridade nos investimentos, nos apoios a dar por exemplo pela Câmara Municipal da Horta, e pelo governo regional.
Efetivamente, já vemosmuitas entidades a apoiar muitos eventos de Trail noutras ilhas e bem, mas fico com a perceção que o AzoresTrailRun não está a ser devidamente valorizado e que deve merecer uma atenção e apoio muito superior ao que tem recebido pelas entidades públicas.

Carlos Ferreira … a pessoa…saiu do Faial na alturatrabalhava nas obras, para ir para a Escola Superior de Polícia. Voltou ao Faial para comandar a nossa PSP, entretanto houve qualquer coisa que o chamou para a política, posso dizer que é um amor à terra, uma vontade de ver a sua terra crescer? Estas mudanças todas, principalmente na pessoa Carlos Ferreira, como foram “operadas”?
Todos nós temos de construir o nosso futuro e que devemos construí-lo com o nosso trabalho. Concorri à Escola Superior de Polícia, foi a forma na altura que encontrei para poder estudar e fiz o meu curso em 5 anos, com trabalho com dedicação e felizmente com resultados positivos. Depois no âmbito da minha carreira de oficial de polícia também me dediquei sempre para fazer o melhor possível e, felizmente, foram me dadas oportunidades e trabalhei para corresponder e para que as divisões que comandei tivessem resultados positivos.
Mas acima de tudo que servissem bem as pessoas porque é para isso também que a polícia e todas as outras instituições publicas existem. g
Em relação ao desafio para uma atividade politica, é temporário, porque é assim que deve ser vista por todos, é uma atividade temporária, houve um aspeto que me fez avançar, que foi sentir que também poderia ser útil nesta área.
E tenho procurado ser útil para corresponder àsexpetativas que as pessoas depositaram em mim, é isso que acho que é fundamental, é nós fazermos o melhor possível em todas as áreas que nos envolvamos. No caso concreto, nesta atividade políticade deputadoe de candidato à Câmara Municipal da Horta,entendo que é fundamental lutarmos com muita determinação pelo Faial e por aqueles que são os verdadeiros interesses dos faialenses para que em conjunto possamos trilhar o caminho do desenvolvimento, pois esse é um dos objetivos que me levou a abraçar este desafio.

 

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