Abastecimento às Flores

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DR/PCP

PCP preocupado com situação económica dos empresários florentinos Passados quatro meses da passagem do furacão Lorenzo e da destruição do porto comercial das Lajes das Flores, o abastecimento de bens e mercadorias à Ilha das Flores encontra-se num estado lamentável com muitos empresários florentinos a denunciarem a ruptura de stocks de
diversos produtos de primeira necessidade. Os comerciantes e empresários florentinos lutam pela sobrevivência das suas empresas, uma luta que se torna deveras complicada devido à insuficiência de produtos.

Neste período, o abastecimento de bens e mercadorias à Ilha das Flores foi claramente insuficiente, tendo a Representação Parlamentar do PCP alertado por diversas vezes para esta situação que poderia ter sido evitada através de um abastecimento regular. A solução encontrada com o barco Paulo da Gama (da TMG) sabia-se que tinha muitas insuficiências e condicionantes, sendo que a Ilha das Flores sofre os efeitos destas decisões governativas erradas. Seja pela escassa quantidade de transporte (apenas o volume de dez contentores), seja pela sua fraca navegabilidade pois o Governo havia prometido uma viagem semanal do Paulo da Gama mas nestas últimas três semanas não houve qualquer abastecimento marítimo de mercadorias para as Flores, considerando que o último
abastecimento foi a 13 de dezembro mesmo sabendo que as épocas festivas do Natal e Ano Novo levam a um grande aumento do consumo de bens alimentares. A economia da Ilha das Flores não aguentará por muito mais tempo se não tiver meio de receber mercadorias e bens para venda local, bem como os agricultores que continuam impossibilitados de exportar muitas centenas de cabeças de gado vivo que está pronto para
sair das Flores.

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