“Abstenção e desânimo dos portugueses” são os adversários do PDR

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O presidente do Partido Democrático Republicano (PDR), Marinho e Pinto, apontou hoje, no Porto, “a abstenção e o desânimo dos portugueses perante a democracia” como o seu principal adversário nas eleições legislativas de domingo.
“Esses é que são os principais adversários do PDR, os outros partidos não são o que nos preocupa”, sublinhou.

Em declarações aos jornalistas, depois de percorrer parte da Rua de Santa Catarina e de uma visita ao Mercado temporário do Bolhão, Marinho e Pinto criticou os “milhões” gastos de “uma forma escandalosa” por outros partidos em campanha, afirmando que a sua candidatura custará “70 mil euros no máximo”.

“E chegava, se todos os candidatos fossem tratados de igual forma pela comunicação social”, lamentou.

Marinho e Pinto disse acreditar que “se tivesse as mesmas possibilidades durante os quatro anos e durante a campanha” elegeria um deputado, mas sublinhou que “com as dificuldades e sobretudo com a discriminação que os órgãos de comunicação social fazem aos que designam por pequenos partidos é muito mais difícil”.

“Mas não estamos desanimados”, afirmou, elegendo como um das suas principais causas o combate a pobreza.

A pobreza, disse, “não é uma maldição dos deuses, a pobreza é uma consequência de políticas erradas que são feitas à décadas”.

Em seu entender, o combate a esta situação faz-se através de “uma melhor redistribuição da riqueza produzida, fazendo investimentos nos setores produtivos e nos setores que geram emprego, promovendo o povoamento das zonas mais deprimidas do país e não fazer o contrário, como tem acontecido”.

“Os custos [do combate à pobreza] seriam apreciados na altura, mas seriam seguramente uma parte substancial do Orçamento Geraldo Estado disponível”, referiu.

Marinho e Pinto defendeu ainda que “Portugal precisava de refundar a República, de dirigentes políticos com capacidade para relançar as bases fundacionais de uma nova República, que desse ar fresco, oxigénio puro, à Democracia”.Propõe ainda “a criação do ministério das comunidades”, por considerar que os emigrantes “não podem ser tratados como negócios, muito menos como estrangeiros, no Ministério dos Negócios Estrangeiros”.

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