Acessibilidades – Azores Airlines reforça ligações da rota Lisboa-Horta em abril, maio e outubro

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DR/Marc Lehman

A Azores Airlines anunciou que vai reforçar o número de ligações aéreas rota Lisboa-Horta nos meses de abril, maio e outubro de 2019.
Assim serão disponibilizados 510 voos entre abril e outubro nesta rota, mais 40 voos do que os realizados no verão de 2018.

Azores Airlines anunciou, no passado dia 10 de janeiro, que vai reforçar no Verão IATA de 2019 o número de ligações aéreas diretas entre Lisboa e a ilha do Faial, especificamente nos meses de abril, maio e outubro.
A empresa explica também que “caso a evolução da procura na rota o justifique”, “poderá ainda vir a aumentar a capacidade planeada, sobretudo nos meses de julho e agosto, adotando uma única classe de serviço (full economy), que permite utilizar a capacidade máxima do Airbus A320”, de 165 lugares.
Nos meses de abril, maio e outubro, a referida rota terá sete frequências semanais (uma por dia), às quais serão acrescentadas mais duas frequências nos meses de junho e setembro, no total de nove semanais com reforço à terça e à sexta-feira. Por fim, nos meses de julho e agosto, realizar-se-á mais uma frequência com reforço à segunda-feira, totalizando dez ligações semanais.
A transportadora aérea anunciou ainda no passado sábado que vai reforçar também o número de ligações aéreas diretas entre Lisboa e a ilha do Pico no próximo verão IATA, totalizando 216 voos entre abril e outubro.
Este anúncio seguiu-se à conferência de imprensa Associação de Municípios da Ilha do Pico (AMIP), no dia 11 de janeiro, onde o presidente da mesma reivindicou sete ligações diárias entre o Pico e Lisboa.
Deste modo, a rota Lisboa-Pico fica dotada, nos meses de abril, maio e outubro, de três frequências semanais à segunda e quartas-feiras e sábados, às quais será acrescentada uma frequência semanal à quinta-feira nos meses de junho e setembro.
A Azores Airlines sublinha que, o planeamento da operação aérea direta entre estas duas ilhas e a capital (Lisboa), “teve em consideração o histórico da taxa de ocupação registada na estação homóloga do ano anterior, a perspetiva de crescimento da procura e, naturalmente, os meios técnicos de que dispõe a Azores Airlines”, revela.

 

PSD/Açores insiste no reforço de voos em julho e agosto

Face ao anúncio do aumento de voos nas épocas baixa e média, Carlos Ferreira defende que “isso servirá sobretudo para alimentar o discurso de que foram aumentados os voos e o número de lugares, assim como para baixar artificialmente as taxas de ocupação, servindo isso de suporte a este mesmo discurso governamental”.
“A única forma dessa medida ter efeitos positivos é ser acompanhada por uma verdadeira estratégia de promoção da rota e por tarifas atrativas, o que desafiamos o governo e a SATA a fazer de imediato”, frisou o deputado.
Também na sequência da audição do Executivo Açoriano e do presidente da SATA pela Comissão de Economia, o PSD/Açores voltou a exigir ao Governo ligações aéreas “consentâneas com as reais necessidades da ilha do Faial”.
Para o deputado Carlos Ferreira, o verão do ano passado foi “o mais desastroso no serviço de transporte aéreo para o Faial, com falta de voos e de lugares; incapacidade de transporte de carga e de exportação dos produtos locais; atrasos constantes; voos consecutivos em que a bagagem dos passageiros foi deixada atrás; falta de apoio aos passageiros dos voos cancelados para a Horta, nomeadamente no aeroporto de Lisboa; e uma inovação pela negativa em 2018, o cancelamento de vários voos por falta de tripulação”.
A audição solicitada pelo PSD/Açores, logo após o verão de 2018, tinha por objetivo conhecer o planeamento da SATA para 2019 e encontrar soluções para o problema, “mas o Governo reiterou que nos meses críticos de julho e agosto o número de voos vai manter-se igual ao ano passado”, lamentam os deputados.
O social-democrata incentivou ainda o Governo dos Açores e a transportadora aérea a reformularem a atual política de preços, “em que os voos com escala são frequentemente muito mais acessíveis do que os voos diretos, passando a oferecer tarifas atrativas nos voos diretos, que permitam aos passageiros optar por essas ligações, deixando de sobrecarregar os voos inter-ilhas com os reencaminhamentos”.

 

Aumento do número de voos deve ser acompanhado por uma promoção efetiva

O Secretariado da Ilha do Faial do Partido Socialista vê com “agrado” o esforço da Azores Airlines “em contribuir para diminuição da sazonalidade, ao aumentar de 6 para sete as ligações aéreas semanais, entre Lisboa e Horta, nos meses de abril, maio e outubro do ano 2019”, lê-se em nota de imprensa.
No entanto, o PS/Faial defende que este esforço “deverá ser acompanhado por uma promoção efetiva do destino Faial levada a cabo pela SATA assente numa estratégia concertada com as entidades locais, de forma a que se potencie condições para alargar a época alta, permitindo desta forma o fomento do turismo e da economia faialense naquele período do ano”.
Os socialistas compreendem que “por razões operacionais e pela complexidade do serviço” que a companhia aérea presta a toda a região, “não seja possível, para já, disponibilizar mais ligações diretas a Lisboa nos meses de julho e agosto”.
Todavia, salienta que “continuará a trabalhar para que as ligações disponibilizadas para o Faial nos meses de maior procura sejam aquelas que forem necessárias”.
Deste modo, o PS/Faial desafia o Grupo SATA a “ter em conta os picos de procura registados naqueles meses e que faça um esforço redobrado, nomeadamente através da SATA Air Açores, para que se evitem situações de inacessibilidade aérea por períodos significativos, como se verificou no ano 2018”.

 

Azores Airlines condiciona desenvolvimento do turismo no Pico

Em reação ao anúncio da Azores Airlines de disponibilizar apenas quatro voos semanais Lisboa-Pico-Lisboa entre junho e setembro, em comparação com os sete voos semanais reivindicados pela AMIP, o presidente da associação da ilha montanha afirmou ser “lamentável e absurdo” o teor da nota de imprensa tornada pública pela transportadora aérea regional.
“Com esta decisão, a Azores Airlines está a atrofiar o desenvolvimento do turismo na ilha do Pico e também de toda a sua economia”, lamentou Mark Silveira numa conferência de imprensa realizada esta segumda-feira.
O presidente salientou que “a resposta da Azores Airlines não traduz o que é fundamental para os picoenses – a complementaridade de aeroportos”.
Mark Silveira diz não entender “como é que nuns casos são oferecidas condições para que se possa viajar diretamente para o exterior da região, enquanto que noutros, somos direcionados a usar a oferta complementar da SATA Air Azores para poder apanhar uma ligação para o exterior a partir de outra Gateway”.
O responsável pela AMIP frisou ainda que “os turistas preferem viagens diretas para os seus destinos de férias em vez de várias rotações que fazem alongar os tempos de viagem e o conforto das viagens”.

 

PS/Pico vê com agrado número de voos para a ilha

No âmbito do anúncio da Azores Airlines o PS/Pico afirmou em comunicado de imprensa que “é com agrado que vemos a SATA dar resposta ao incremento da procura do destino Pico, comprovado com um aumento de 2465 lugares em verão IATA, na Azores Airlines, para além de eventuais voos extraordinários em caso de muita procura”.
Para Mário Tomé “isto significa mais uma ligação por semana em setembro, um incremento realizado quando a taxa de ocupação hoteleira não está no seu pleno, beneficiando deste modo o setor turístico da ilha”.
O socialista sublinhou que, apesar de ser uma solução que possa aparentemente não satisfazer todas as pretensões, este é um esforço que “deve ser valorizado”, justificando que “foi uma solução possível, tendo em conta que a empresa atravessa algumas dificuldades operacionais”.
No entanto, o PS/Pico espera um reforço de lugares e de ligações inter-ilhas, no verão IATA 2019, visto que “no ano de 2018, o Pico foi a segunda ilha dos Açores a apresentar uma maior variação positiva, com 12%”.

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