Angústias homenageia combatentes do Ultrama

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TI/SG

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A Junta de Freguesia das Angústias homenageou todos os combatentes da Guerra do Ultramar, nascidos e residentes na freguesia com o descerramento de uma placa, junto ao Moinho do Pasteleiro na Horteco.
Trata-se de um monumento que regista e valoriza a tenacidade dos ex-combatentes e de um modo muito particular daqueles que perderam a vida em combate

 
A Junta de Freguesia das Angústias inaugurou na manhã do passado domingo, uma placa de homenagem aos ex-combatentes da Guerra Colonial, naturais e residentes na freguesia.
O descerramento da placa contou com a presença do Presidente da Câmara da Horta e foi presidida por este a que se juntaram alguns populares, ex-militares, familiares dos homenageados e entidades locais.
Na ocasião, José Costa, presidente da Junta de Freguesia das Angústias, registou os nomes de Carlos Augusto da Rocha, Furriel Miliciano e de Ernesto Lima Ávila, soldado condutor, Angustienses que faleceram na frente de combate ao serviço do país.
A este respeito o autarca lembrou que a “Guerra do Ultramar durou cerca de 14 anos”, “mobilizou 800 mil jovens, portugueses”, vitimou “8800 militares”, deixando ainda “mais de trinta mil feridos” e outras “centenas com problemas psíquicos e traumas designados por stress da guerra”.
Para Costa esta homenagem estende-se também “a todos aqueles cidadãos da freguesia que passaram por estas mesmas situações e que se encontram emigrados nos Estados Unidos, Canadá, ou em qualquer outra parte do mundo”.
Em representação da Associação de Ex-combatentes usou da palavra Jorge Gonçalves, que agradeceu a José Costa, a “iniciativa de gravar para a memória futura, o contributo que as Angústias deu com alguns militares que durante a ditadura foram enviados para as colónias”.
No entender do médico cirurgião, “os anos passam e as novas gerações vão esquecendo toda a tragédia da Guerra Colonial e até esquecem o período de ditadura e a sua redenção como movimento dos capitães de abril, pelo que, sr.Presidente, gestos como este, permitem não digo perpetuar, pois tudo é finito, mas pelo menos preservar na recordação dos faialenses, a memória dos seus filhos angustienses, que permita-me dizer, deturpando o vate, a guerras e feitos foram forçados”, salientou.
Também José Leonardo Silva, presidente da Câmara Municipal da Horta enalteceu o facto da freguesia das Angústias, “marcar este registo da nossa história” e transmiti-lo aos mais jovens.
Para o edil, “um povo sem conhecimento da sua história e sem cultura não tem futuro”, considerando a este respeito que “são necessários estes momentos para vincar a importância, que a guerra teve em muitas famílias, em muitos de nós e em todo o nosso país”.
 José Leonardo Silva, destacou a proximidade que o município tem mantido com a associação de Ex-combatentes, lembrando que ainda, há poucos dias foi assinado um contrato de comodato com aquela Associação para utilização do terreno municipal envolvente à sua sede, que também se encontra num espaço cedido pela Câmara e ainda o monumento dos ex combatentes localizado na Avenida 25 de Abril. 

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