António Costa diz que violência contra as mulheres é “pandemia global”

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O primeiro-ministro considera que ditado ‘entre marido e mulher não se mete a colher’ deve ser “erradicado” e que o fenómeno da violência doméstica constitui uma “pandemia global”, em que os homicídios são “pequena parte” de uma “realidade imensa”.
“Há uma pandemia global no que se passa hoje em matéria de violência doméstica e o número de homicídios é uma pequena parte, brutal, dessa realidade imensa que é a violência doméstica. Se tivermos conta que até setembro foram apresentadas 22 mil queixas por violência doméstica, mostra-nos a dimensão deste fenómeno”, disse o governante português em declarações aos jornalistas em Paris.

António Costa visitou esta manhã a sede da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), em Paris, reunindo-se com a sua diretora, Audrey Azoulay, e os embaixadores dos países da CPLP, e onde se asssinalava também o dia da eliminação da violência contra as mulheres.

“Aquele velho ditado que entre marido e mulher não se mete a colher tem de ser definitivamente erradicado do nosso pensamento e da nossa ação. Entre marido e mulher temos mesmo que meter a colher quando está em causa a violência e a proteção e dignidade das pessoas”, referiu o primeiro-ministro.

O governante português referiu ainda que este não é um fenómeno que toque apenas as gerações mais velhas.

“Muita gente julgava que era um fenómeno das gerações antigas, mas sabemos que a violência no namoro é uma realidade muito presente nas novas gerações que não pode ser reduzida a uma dimensão institucional porque diz respeito a todos”, afirmou António Costa, relembrando a estratégia nacional de combate à violência doméstica aprovada pelo seu anterior Governo.

António Costa esteve em Paris não só para assinalar a promulgação do Dia Mundial da Língua Portuguesa pela UNESCO, mas também para uma homenagem pública ao artista Manuel Cargaleiro.

Seguiu depois para Estrasburgo onde se vai encontrar com os diferentes grupos políticos do Parlamento Europeu e jantará com Ursula von der Leyen, presidente-eleita da Comissão Europeia.

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