ATSF – O Triângulo unido por causas comuns

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DR - ATSF

No âmbito da visita do Governo Regional à ilha do Faial, amanhã dia 26 de junho, pelas 17:30, a Associação de Turismo Sustentável do Faial (ATSF), a Associação Comercial e Industrial da Ilha do Pico (ACIIP), o Grupo do Aeroporto da Horta, o Grupo do Aeroporto do Pico, a Câmara de Comércio e Indústria da Horta (CCIH) e o Núcleo Empresarial da Ilha de São Jorge, vão ser recebidos pelo Presidente do Governo da Região Autónoma dos Açores, Vasco Cordeiro, na Secretaria da Agricultura e Florestas, na Horta.

Esta reunião, tem por objetivo a obtenção de respostas quanto às soluções do Governo para a grave situação das acessibilidades aéreas a estas ilhas e apresentarem as suas propostas para a melhoria das mesmas, avança a ATSF num comunicado enviado às redações.

No documento a associação salienta que “desde a saída da TAP, em 2015, que as ilhas do Triângulo (Faial, Pico e São Jorge) têm sentido um enorme retrocesso nas suas acessibilidades aéreas: voos insuficientes, atrasos constantes, bagagens que não chegam, cancelamentos sem explicação, impossibilidade de viajar por falta de lugar, preços exorbitantes e greves sucessivas na época alta.”

A associação considera ainda que “nos últimos anos, o crescimento do turismo prometeu novas oportunidades de desenvolvimento na Região. Nas ilhas do Triângulo que, pela sua proximidade geográfica e diversidade morfológica, paisagística e cultural, apresentam um enorme potencial conjunto ao nível do turismo de natureza, houve uma clara aposta nesta área por parte dos empresários locais, que investiram neste sector e procuraram dinamizar a economia local”.

No entanto, para a associação “as políticas de transporte não souberam acompanhar a evolução do mercado e neste momento o serviço da SATA apresenta-se como a principal ameaça ao desenvolvimento das ilhas do Triângulo. Sem transportes seguros e regulares, estas estão condenadas ao fracasso. A SATA, uma empresa pública, mal gerida e atualmente à beira do colapso, poderá arrastar consigo toda a economia local destas ilhas”, refere.

Para a associação “é urgente encontrar soluções que permitam mitigar os problemas do presente e desenhar um futuro mais esperançoso para o Triângulo”, defende, acrescentando que “ao longo dos anos, várias questões têm dividido estas três ilhas, impedindo-as de explorarem as suas complementaridades e atingirem o seu potencial através da colaboração”.

Assim, adianta ainda no documento “sem tabus, a ATSF, procurou criar pontes” e tendo em conta a “gravidade do momento atual”, uniu-se a um conjunto abrangente de instituições e movimentos cívicos das três ilhas para debater o problema das acessibilidades e apresentar propostas comuns, que agora vão se apresentadas ao executivo regional, nesta reunião.

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