Autárquicas 2013 – BE acusa governantes de se esquecerem dos homens do mar

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A candidatura do Bloco de Esquerda às eleições de domingo promoveu uma acção de campanha na manhã de quarta-feira no porto da Horta, onde ouviu os pescadores com os seus anseios e preocupações.

No final da acção, João Stattmiller apontou armas aos atuais governantes, dizendo que “há muitas pessoas a prometerem praças do mar e a falar do mar e da Horta enquanto cidade-mar mas foram essas mesmas pessoas que deixaram que esta mesma cidade-mar perdesse as ligações marítimas da Estação Radio Naval. Que deixaram que se construísse um porto que não foi dimensionado conforme inicialmente previsto e que se esquecem dos homens do mar, sendo um sinal bem claro disso as Casas de Aprestos recentemente construídas que, nem balneário, nem instalações sanitárias têm”.

Para Stattmiller é inadmissível que os pescadores que estão encostados à doca não tenham ligações à energia, nem tenham água, e acrescenta ainda que “o gelo não é de qualidade e está a criar uma série de problemas”.

“Quando falamos no mar e nas suas políticas de expansão, temos que falar também nas pessoas que vivem do mar e que trabalham no mar” – afirmou o candidato do Bloco de Esquerda que também se referiu às licitações em lota que, “inicialmente eram para ser feitas on line, o que permitiria termos um negocio muito mais competitivo, com preços muito mais atraente. Esse sistema não está a funcionar e importa perceber porquê”.

João Stattmiller diz que “não podemos esperar pela segunda fase do porto para resolver certos problemas que podem ser resolvidos sem grandes dispêndios de dinheiro e que fazem muita diferença para as pessoas que vivem do mar e que trabalham no mar”.

 

A nível urbanístico, para esta zona, Stattmiller também chamou a atenção do facto da zona envolvente ao antigo terminal marítimo se ter transformado num mero estacionamento, “em primeiro lugar, antes de avançarmos para uma reestruturação desta zona, temos que criar estacionamentos alternativos para, depois, poder transformar esta praça em algo com vida, virada para as pessoas”. 

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