Autárquicas 2013 – Luís Garcia acusa autarquia de gerir Parque Empresarial com “filosofia do século passado

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O primeiro candidato da coligação “Pela Nossa Terra” à Câmara Municipal da Horta (CMH) acusa o atual elenco camarário de ausência de estratégia para o Parque Empresarial do Faial. Numa visita àquela infra-estrutura, que decorreu esta manhã, Luís Garcia reconheceu que a crise económica dificulta a dinamização do Parque, no entanto não é desculpa para outros erros que entende terem sido cometidos, como o facto deste ter sido “projetado para nascer no último ano da vigência de um quadro comunitário de apoio”. “A transição entre quadros comunitários gera sempre alguma indefinição e é mais uma dificuldade a acrescer à crise que já vivemos”, refere, acrescentando que o Parque “foi anunciado para ser uma solução de chave na mão para os empresários, o que não aconteceu”.

Para Garcia, a falta de estratégia camarária é visível pelo facto de surgirem esporadicamente “medidas avulsas” para o local, ao invés de uma visão integrada. O candidato da coligação PSD/CDS/PPM aponta o dedo a José Leonardo Silva, candidato do PS à CMH, da qual é actualmente vice-presidente, que recentemente anunciou algumas medidas para o Parque Empresarial, medidas que, entende o social-democrata, “podia e devia já ter implementado”.

“Entendemos que o parque empresarial enquanto infra-estrutura fornecedora apenas de lotes é uma filosofia do século passado. Hoje, um parque empresarial deve ser também um fornecedor de serviços aos empresários”, considera.

Para concretizar esta filosofia, a coligação quer instalar no Parque Empresarial um gabinete de dinamização económica, que traga ao espaço “uma atmosfera empresarial dinâmica, geradora de bem-estar para os empresários e suas equipas, de modo a atrair empresas”. Captar investimento, facilitar contactos entre empresários e fornecer-lhes apoio em termos de legislação e informação sobre os sistemas de incentivos são algumas das missões deste gabinete que, explica Garcia, deve ficar instalado numa estrutura que forneça espaços a serem utilizados por todos os empresários, como salas para reuniões e formações.

O gabinete terá também um balcão de atendimento da CMH para que os empresários possam tratar dos assuntos com a autarquia naquele espaço, reduzindo perdas de tempo e burocracias.

Luís Garcia quer ainda criar uma incubadora de empresas no Parque Empresarial, com “espaços que possam ser usados por quem quer dar os primeiros passos num projeto”.

“Queremos implementar uma filosofia de dinâmica empresarial geradora de economia e de emprego. É isso que nos falta, uma dinâmica que atraia não apenas empresas do Faial mas também de outros sítios”, entende o candidato que considera que condições mais atractivas o Faial pode atrair até empresas internacionais no âmbito da nova economia do mar.

O candidato quer uma “mudança de atitude” da CMH em relação aos empresários, entendendo que a autarquia deve “organizar melhor os seus serviços de forma a dar respostas mais atempadas e rápidas aos empresários, diminuindo burocracias e tempos de espera”. 

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