Avelino Meneses salienta que a família é o “principal amparo” das crianças e jovens

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“Na sociedade do passado, do presente e do futuro, a família foi, é e deverá ser o principal amparo das crianças, adolescentes e jovens na transição para a vida adulta”, referiu Avelino Meneses na abertura da formação ‘Crianças e Jovens em Perigo: a intervenção da Educação’, um evento do Comissariado dos Açores para a Infância, frisando, no entanto, que “há missões que a família podia cumprir”, mas que atualmente “já não pode”.

Neste caso, as sociedades e os governos têm de assumir “responsabilidades acrescidas que garantam o bem estar” das crianças e jovens, “munindo-se de instrumentos e intervenção, quando claramente os pais e encarregados de educação não cumpram a sua missão de educadores por desleixo ou incapacidade”, afirmou.

Para o Secretário Regional, nessas circunstâncias, “atrás da família, das sociedades e dos governos, a escola deve ser sempre o amparo das crianças e dos jovens”, apesar de “enfrentar dificuldades no cumprimento desta renovada missão”.

Avelino Meneses recordou que as crianças e jovens, por “não serem adultos novos”, possuem todavia “todos os direitos dos mais velhos”, inclusivamente acrescidos de outros direitos mais específicos, entre os quais “a posse de uma família, não necessariamente biológica”.

Desta forma, adiantou, evita-se, “sempre que possível, a obrigatoriedade da institucionalização que, por vezes, convive de perto com a exclusão”.

Assim, defendeu o titular da pasta da Educação, a “melhor forma” de assegurar a proteção dos mais novos é o investimento numa “educação de qualidade” que, na Região, está corporizada no plano integrado de promoção do sucesso escolar ProSucesso – Açores pela Educação.

Este programa, que tem por objetivo o sucesso escolar dos alunos açorianos, só “alcançável a prazo”, segundo Avelino Meneses, evidencia “resultados encorajadores”, tendo-se já alcançado metas estabelecidas para 2020/2021, com quase quatro anos de antecedência.

Na sua intervenção, Avelino Meneses sublinhou ainda  a transversalidade das políticas públicas nos Açores de proteção de crianças e jovens, que  envolvem diversos departamentos do Governo, nomeadamente Solidariedade Social, Saúde e Assuntos Parlamentares, em vários projetos e legislação diversa, de “salvaguarda dos direitos das crianças e jovens dentro e fora da escola”.

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