BE: “Não podemos consentir que se volte a usar o abate de animais como forma de controlo populacional”

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“Não podemos consentir que se volte a usar o abate de animais como forma de controlo de população”, disse hoje a deputada Alexandra Manes, referindo-se à proposta do Governo que prevê a criação de exceções para contornar o fim do abate nos canis.

A deputada do Bloco de Esquerda lembra que os Açores foram a última região do país que implementou o fim do abate de animais saudáveis como forma de controlo populacional, que apenas entrou em vigor em 2021, e lamenta que um ano depois, o Governo queira introduzir retrocessos nesta matéria.

“Durante muitos anos foram abatidos milhares de animais saudáveis e o problema de sobrepopulação persistiu. O abate já demonstrou não ser um método eficaz”, assinalou Alexandra Manes, que considera que a solução passa por uma aposta na esterilização em massa.

A deputada adiantou que o Bloco de Esquerda vai levar ao parlamento dos Açores uma proposta para criação de um plano de esterilização a nível regional.

“Enquanto não se proceder a uma esterilização massiva de animais errantes e de companhia, continuaremos a ter ninhadas indesejadas, que acabam muitas vezes por ir parar aos canis ou que são abandonadas”.

Alexandra Manes, que reuniu, entre ontem e hoje, com as três autarquias da ilha do Pico, considera que tem que haver um esforço maior para que todas as autarquias da Região garantam a legalização dos seus Centros de Recolha Oficial, e defende que o trabalho de proteção de animal tem que ser feito em colaboração com o Governo Regional e com as associações de proteção animal, que desempenham um papel fundamental.

A deputada lembrou ainda que o Bloco de Esquerda foi o primeiro partido a propor no parlamento o fim do abate de animais saudáveis nos canis dos Açores, ainda em 2017, e recordou também uma proposta do Bloco que permitiu duplicar as verbas regionais para apoiar as associações de proteção dos animais.