Bloco defende que os direitos dos passageiros residentes nos Açores têm que estar à frente dos interesses das companhias aéreas

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A candidata do Bloco à Assembleia da República pelos Açores defende uma solução clara para as viagens dos Açores para o continente: na compra do bilhete, os açorianos só devem pagar, no máximo, 134 euros. Jessica Pacheco acusa o PS de querer “continuar a beneficiar as companhias aéreas em detrimento dos direitos dos passageiros”, obrigando ao pagamento de centenas de euros na compra de uma viagem.

Referindo-se a uma entrevista do candidato do PS, Jessica Pacheco assinala que Francisco César afirmou claramente que quer continuar a beneficiar as companhias aéreas em vez de facilitar a vida aos passageiros residentes.

O Bloco insiste que é necessário alterar o modelo do subsídio social de mobilidade, para que os residentes nos Açores deixem de ter que adiantar grandes quantias na compra do bilhete, ficando depois à espera do reembolso.

Numa reunião realizada ontem com a Câmara do Comércio da llha de São Jorge, Jessica Pacheco alertou ainda para um problema que afeta todos os açorianos, mas afeta os empresários de forma particular: o incumprimento do Governo da República, desde 2015, a implementação de obrigações de serviço público de carga aérea entre os Açores e o continente.

O transporte aéreo de mercadorias é uma obrigação de serviço público que está prevista na lei desde 2015, mas, seis anos depois, a República continua a deixar este importante serviço público dependente do mercado, o que prejudica os Açores, e particularmente as ilhas com menor população.

Os dois concursos públicos lançados numa fase inicial ficaram vazios e o governo optou a partir daí por desistir de resolver este problema.

O Bloco de Esquerda levou o assunto à Assembleia da República para exigir o lançamento de um novo concurso, com condições justas para que as companhias aéreas possam prestar com estabilidade este serviço público fundamental para a economia.

A candidata do Bloco diz que houve “falta de vontade política”.

Jessica Pacheco disse ainda que estas duas medidas são fundamentais para “defender a coesão territorial, um valor fundamental que potencia o desenvolvimento”.

Em declarações aos jornalistas, a candidata do Bloco referiu ainda que “as afirmações que os candidatos do PS e do PSD têm feito ao longo da campanha mostram que não têm grande poder dentro dos seus partidos”, porque não conseguem dar garantias sobre o que farão os seus grupos parlamentares sobre as matérias relativas aos Açores.

Pelo contrário, o Bloco de Esquerda conseguiu inscreveu as suas propostas para os Açores no programa eleitoral nacional, o que compromete todos os deputados eleitos por todo o país com cada uma destas medidas para os Açores.