Finalmente algumas boas notícias para a cidade da Horta! Foi apresentado o projeto prévio para a revitalização do mercado municipal que estará em discussão pública até dia 30 de novembro.
Sem dúvida que o mercado é uma das infraestruturas em maior decadência na nossa cidade, com uma importância e potencial enorme a ser desaproveitado não só do ponto de vista económico mas também turístico.
Alegra-me a ideia de ter um mercado dinâmico e vibrante, onde se possa ir comprar os produtos da terra com aquela frescura única que normalmente só se encontra com a proximidade ao produtor, que seja um ponto de encontro entre as pessoas e um local de cultura e de herança identitária para os faialenses.
Agora, mera cosmética não será suficiente. Para além de renovar e requalificar a infraestrutura é necessário atrair novos mercantes pois são esses, e os seus produtos, que mais atraem as pessoas.
A discussão pública é importante para que não se deixe passar uma obra pelo mínimo e se perca uma oportunidade de fazer algo bom para a cidade e para a ilha.
Falando de discussão pú-blica relembro aquela, há mais de dois anos, sobre a frente mar. Pelo que parece saiu agora na anteproposta do plano do Governo Regio-nal para 2016, 4,7 milhões para o reordenamento da baía sul do Porto da Horta. Não é tudo mas é alguma coisa. E deixa a esperança acesa para que algo venha a ser feito em breve, com o bónus de 2 milhões de euros para a escola do mar.
O Faial esta semana está em grande. E está em grande do alto do seu quarto lugar no investimento previsto para os Açores para o próximo ano. Lugar pouco digno por vitória da inércia local generalizada que, ano após ano, nos vai afundando como a quarta ilha mais importante dos Açores e o vértice do meio desta coisa chamada triângulo. São sete milhões de euros a mais previstos para o outro lado do canal justificadíssimos claro, por mais território, três concelhos e uma capacidade de reivindicação mais eficaz e corajosa.
Aproveitemos estes dias de bons augúrios e aguardemos pacientemente pela bonança que se diz vir depois da tempestade.
Marco Fernandes












