Caça ao cidadão!

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Temos vindo a assistir na comunicação social, por parte de protagonistas do costume, a uma injustiça pública, digna dos tempos da outra “senhora”, a tal ponto que chego a pensar se precisamos duma “IV República” que ponha ordem neste tipo de situações.

Refiro-me aos ataques públicos e persecutórios de que tem sido alvo, nos últimos tempos, o actual presidente da Câmara do Comercio e Indústria da Horta (C.C.I.H.) e a sua direcção.

Quando começamos a tentar perceber o porquê desta situação, várias são as questões com que nos defrontamos:

–  Será por terem sido democraticamente eleitos, pelos seus pares, numa instituição da nossa terra, como a C.C.I.H?

–  Será por terem sido a única lista presente ao acto eleitoral da C.C.I.H., sem necessitar de votos por correspondência?

– Será por estarem a exercer funções, de forma apartidária, ao contrário da anterior direcção que foi instrumentalizada politicamente?

– Será por estar a arrumar a casa no interior da C.C.I.H?

–  Será que é por reconhecerem que uma instituição como a CCIH, deve assumir os seus compromissos financeiros?

– Será por estarem ao serviço dos associados da CCIH, não se demitindo em véspera de eleições autárquicas?

–  Será pelo seu presidente ter integrado a lista à Assembleia Municipal de um partido político?

– Será pelo facto de pela primeira vez o presidente da CCIH, ter sido eleito

 Presidente do Conselho de Ilha ?        

– Será pelo seu presidente, ter sido o 2º subscritor do abaixo-assinado contra as plataformas logísticas, incluídas no PROTA?

–  Será pelo seu presidente ter cometido um lapso, no envio de um parecer, corrigido logo que detectado, o que poderia ter acontecido a qualquer um?

– Será por estarem a fazer um trabalho meritório na formação do tecido empresarial da ilha do Faial?

– Será por dedicarem o seu tempo livre à CCIH, em defesa dos nossos comerciantes?

– Será por simples inveja, apesar de exercerem funções a título gratuito?

 A critica pela critica não é, certamente, uma forma construtiva de abordagem deste e de outros assuntos, sendo lamentável que, na ausência de investigação, sejam emitidas opiniões ‘publicadas’,  sem o devido suporte e fundamentação.

 Obviamente que, numa terra como a nossa, onde por vezes parece que a “não verdade” tem facilidade em proliferar, quando as pessoas que a podem travar, nada fazem para  isso, aparecem as injustiças que degeneram nos ‘ataques’ sucessivos, de que tem sido alvo a C.C.I.H.

Neste contexto há um motivo comum, que  nos parece por demais evidente e preocupante. O facto de o presidente da CCIH, ter integrado a lista da Assembleia Municipal da Partido Socialista! Este argumento constitui o elemento agregador das diferentes opiniões que, em sede de “praça pública”, têm surgido sobre este assunto, na sua generalidade assumidas por protagonistas que mais tarde são abandonados por quem, nestes casos, estão a dar cara.

 A confirmar-se esta situação, inaceitável, estamos na presença de um total desrespeito pela livre participação cívica das pessoas, num acto de perseguição pública e politica que, obviamente, qualquer cidadão idóneo e responsável só pode repudiar com todas as suas forças.

Ao cidadão presidente da CCIH e à sua direcção, aproveito este momento, para publicamente deixar aqui, apesar das suas (nossas) imperfeições, a admiração e reconhecimento pelo serviço desinteressado prestado à nossa comunidade e que a devido tempo, estou certo, não deixará de ser registado, de forma positiva.

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