Candidatos à CMH em entrevista ao Tribuna das Ilhas

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TI – O que o (a) motivou a aceitar este desafio? 
CF – A motivação maior foi a vontade de servir a minha comunidade, sustentada no orgulho de ser faialense e nos apelos que recebi para contrariar a estagnação que nos invadiu.
 
TI – Que benefícios ou vantagens pode trazer a sua eleição ao município? 
CF – Serei sensível às dificuldades das famílias, respondendo com prontidão às situações de emergência social em articulação com os restantes parceiros sociais. Procurarei com a minha equipa, encontrar soluções que não sejam meros paliativos e promovam uma verdadeira integração social.
Quero, como regra, construir soluções democraticamente auditadas que evitem situações como a da Torre do Relógio, estabelecendo relações de proximidade em que todos os cidadãos e instituições são parceiros.
É urgente uma liderança firme, sustentada na competência e espírito de equipa que sirva as necessidades e ambições do Faial. A longevidade quase monárquica que nos governa promoveu um atraso que se alimenta de silêncios e vazios de ideias, e isso encerrarei.
Alterarei o paradigma da relação com os intervenientes regionais, lembrando que o sucesso do Faial é parte do sucesso da região. Respeitarei, sem aceitar faltas de respeito e não aceitarei situações como a que temos vivido em relação à SATA. Não é aceitável que se adulterem estatísticas para nos prejudicar, tal como é inadmissível que se aceite que o presidente da SATA não esclareça o presidente da Câmara sobre a sua estratégia para a rota Lisboa/Horta.
 
TI – Quais as linhas orientadores do seu manifesto eleitoral para estas eleições Autárquicas? 
CF – Temos uma visão estratégica para o Faial, centrada em setores económicos como o turismo, o mar e a agricultura, potenciando soluções criativas em que a inovação cria a oportunidade.
Organizaremos anualmente uma semana dedicada aos jovens, com oportunidades de desenvolvimento pessoal em áreas criteriosamente selecionadas e apoiadas por um gabinete do investidor realmenteeficaz. Criaremos oportunidades de negócio adequadas aos interesses do Faial e às expetativas dos nossos jovens.
Manteremos no topo da agenda, os compromissos regionais que resultam de expetativas que nos foram criadas e que alicerçam o desenvolvimento que perspetivamos. Quero ter participação ativa na estratégia de transportes aéreos e no ordenamento do porto da Horta. Continuaremos a lutar pelo aumento da pista do aeroporto e pela 2ª fase da variante à cidade. É igualmente importante sensibilizar o governo regional para a necessidade de melhorar a rede viária regional e cooperar na melhoria das nossas zonas balneares. 
 
TI – Caso seja eleito quais são os investimentos que considera prioritários para a ilha e para os faialenses? 
CF – Para além de todos os que já referi, que são da competência do governo regional mas em que a câmara deve ter voz ativa, começaremos por dedicar uma especial atenção à obra da frente mar que agora se iniciará e que não pode viver mais percalços e atrasos, bem como à conclusão da obra do mercado municipal.
A Câmara cometeu o erro histórico de perder muitas oportunidades de financiamento europeu, relegando-nos para um atraso estrutural. Queremos avançar ao nível do saneamento básico, superando atrasos, erecuperartambém a rede viária municipal.
É urgente qualificar as nossas zonas balneares, muito atrás das ilhas vizinhas.Na área ambiental queremos alargar a rede de ecopontos, aumentar a separação de resíduos e apostar na compostagem.
Pretendemos apostar também na reabilitação urbana, para regenerar os inúmeros edifícios degradados com que nos cruzamos diariamente e dar vida à cidade.
É necessário avançar e recuperar o tempo perdido.
 
TI – Em relação aos elementos que compõem a sua candidatura que razões motivaram a sua escolha? 
CF – Foi uma escolha sustentada na representatividade de toda a ilha, na competência, capacidade de trabalho e vontade de servir o Faial, respeitando diversidades profissionais e agregando experiência à juventude. A paixão pelo Faial é a nota dominante das treze propostas a assembleias de freguesia, à assembleia municipal e à câmara municipal. 
 
TI –  A abstenção tem marcado os últimos atos eleitorais, de que modo pensa combater esse facto nestas eleições? 
CF – A principal estratégia para reduzir a abstenção é dignificar todos os dias o nosso trabalho, sustentado no princípio de que só existem representantes por existirem representados. Apresentamos soluções capazes de romper com uma descrença sustentada no esquecimento a que o Faial tem sido relegado.
O recurso à urna de voto é o único meio para construir uma sociedade melhor e desenvolver o Faial.
 
TI – Que resultados espera alcançar?
CF – Partimos para este desafio com a ambição de servir o Faial e é nossa convicção que construímos um projeto vencedor que responde às necessidadesda nossa ilha. 
Espero iniciar em outubro uma caminhada de mudança, com todos e para todos, com vitória eleitoral nas freguesias, assembleia e câmara municipal. Estamos convictos que construímos uma excelente equipa e que isso será apreciado pelos faialenses.

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