Candidatos à CMH em entrevista ao Tribuna das Ilhas

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TI – O que o (a) motivou a aceitar este desafio? 
JL – Não me candidato contra nada nem contra ninguém. Faço-o pelo Faial e pelos faialenses. Acredito nos projetos que fomos capazes de desenvolver, nos últimos quatro anos, e nos desafios que ainda temos pela frente. Sou um homem que preza os compromissos assumidos e honra a palavra dada. Quero, por isso, renovar a confiança que os faialenses depositaram em mim e na minha equipa e contribuir para um concelho, cada vez mais desenvolvido e dinâmico.
 
TI – Que benefícios ou vantagens pode trazer a sua eleição ao município? 
JL – Acredito que comigo e com a minha equipa, os faialenses sabem com o que é que podem contar. Para os próximos quatro anos, esperam-nos desafios fundamentais para o nosso desenvolvimento e para o crescimento económico e social da ilha do Faial. Por isso, não estamos em condições de ceder a experimentalismos. Os faialenses sabem que comigo os compromissos são para cumprir e que a gestão que realizámos impõe confiança de uma Câmara bem gerida, que apoia as nossas famílias e as nossas empresas e que reúne condições para ir mais longe nos projetos e nas políticas sociais que promove e/ ou apoia.
 
TI – Quais as linhas orientadores do seu manifesto eleitoral para estas eleições Autárquicas? 
JL – O nosso compromisso é de tudo fazer para continuar a trabalhar com os faialenses para promover um concelho gerador de oportunidades, ao nível da criação de emprego sustentável, que valorize e aposte no conhecimento, na competitividade e na inovação. Queremos continuar a trabalhar com as freguesias, contribuindo, dessa forma, para uma maior proximidade e para um desenvolvimento articulado que gere oportunidades para todos. Por outro lado, é fundamental prosseguir a aposta no Turismo e na afirmação da imagem da Horta enquanto a capital do mar dos Açores, que diferencie o Faial no todo regional e nacional, assim como fomente não só a criação de mais emprego nesta e em outras áreas adjacentes, mas permita também a preservação dos postos de trabalho entretanto criados.  
 
TI – Caso seja eleito quais são os investimentos que considera prioritários para a ilha e para os faialenses? 
JL – Com este novo projeto, continuamos a apostar, em primeiro lugar, nas pessoas e no bem-estar das nossas famílias, porque elas são o verdadeiro pilar deste concelho. Assim, pretendemos, manter o IMI à taxa mínima, na ilha do Faial, e a redução para famílias com 1, 2, 3 ou mais dependentes. Mas graças à gestão que realizámos podemos agora ir mais longe e, durante o próximo mandato, fazer com que as pessoas paguem menos IRS, devolvendo dinheiro às famílias e dando mais folga ao orçamento familiar.
Pretendemos, igualmente, reforçar o fundo municipal de emergência e apoiar os mais desfavorecidos na compra de medicamentos, para que ninguém fique para traz na assistência na saúde.
Por outro lado, queremos gerar mais economia e alavancar a reabilitação urbana no concelho. Apesar do muito que foi realizado nesta matéria, iremos alterar o Plano de Urbanização do concelho da Horta, na sequência do levantamento às frentes urbanas a preservar que já realizámos, e flexibilizar a intervenção dos particulares e empresários em operações de reabilitação, gerando assim mais investimento, mais economia e mais emprego.
Este trabalho inclui, naturalmente, a nova frente mar na Horta que é um compromisso assumido e para as quais estão criadas as condições para avançarmos, já no início do próximo mandato, com as obras referentes à primeira unidade de execução.
Pretendemos, ainda, criar um fundo de investimento, ao nível do orçamento municipal, para ampliar a capacidade de investimento na reabilitação da rede viária municipal.
Por último, a coesão social e as dinâmicas culturais, desportivas e filantrópicas no concelho são estruturantes para o bem-estar coletivo e para o desenvolvimento da ilha.
Por essa razão, vamos ampliar o apoio que já damos às nossas instituições, reforçando a aposta na formação de agentes, colocando formadores ao serviço das nossas coletividades.
 
TI – Em relação aos elementos que compõem a sua candidatura que razões motivaram a sua escolha? 
JL – Não nos esquecemos das dificuldades que sentimos, sobretudo na primeira metade deste mandato, com os cortes no orçamento, as penalizações na rede viária ou a maior taxa de desemprego que já tivemos, que criou nas pessoas uma sensação de abandono e fê-las passar por grandes desafios. Nem tudo o que fizemos foi perfeito. Mas o certo é que foi esta equipa e o seu grande trabalho, que ajudou a manter os apoios às freguesias ou às instituições e, ao mesmo tempo, a reduzir a dívida do Município em cerca de 44% e fechado o ano de 2016, sem dívidas a fornecedores de conta corrente. É esta equipa, reforçada com muitos independentes, gente jovem e dedicada à sua terra que pretendemos continuar a levar o Faial para a frente.
 
TI –  A abstenção tem marcado os últimos atos eleitorais, de que modo pensa combater esse facto nestas eleições? 
JL – Quando os políticos prometem hoje que vão defender as pessoas a um determinado nível e depois não honram os seus compromissos, as pessoas desacreditam e afastam-se da política e dos políticos. Por isso, as abstenções combatem-se com verdade, com Lealdade e com Compromisso como é lema da nossa campanha. 
 
TI – Que resultados espera alcançar?
JL – Os faialenses sabem que, comigo, ninguém fica para trás e que honro os meus compromissos. Realizei um trabalho sério e cumpri os compromissos que assumi. A minha coligação é com os faialenses e por acredito que saberão depositar a sua confiança na Lealdade e no Compromisso com que Juntos vencemos desafios.

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