Carlos Ferreira: “Temos todas as condições para colocar a nossa ilha noutro patamar de desenvolvimento”

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Carlos Ferreira. DR TI

Carlos Ferreira tem 46 anos e é oficial da Polícia de Segurança Pública de profissão. Em 2016 apresentou-se, pela primeira vez, como cabeça de lista do PSD às eleições regionais e acabou por ser eleito deputado regional.

Em 2017, concorreu à presidência da Câmara Municipal da Horta (CMH),
pela coligação PSD/CDS-PP. Apesar de não ter conseguido alcançar a presidência
do município, a coligação conseguiu eleger três vereadores e conquistou a maioria na Assembleia Municipal. Quatro anos depois,

Carlos Ferreira voltou a ser a aposta da direita na corrida à CMH, desta feita pela Coligação PSD/CDS-PP/PPM. Numa das campanhas mais aguerridas da história do concelho, pôs fim a 32 anos de governação socialista, tomando posse como presidente da CMH no passado dia 16 de outubro. Nesta que é a sua primeira
entrevista ao Tribuna das Ilhas enquanto presidente da CMH, Carlos Ferreira faz um balanço dos primeiros 100 dias de governação. Das surpresas que encontrou quando assumiu as funções, destacou pela negativa o estado da rede de
abastecimento de água à população, e pela positiva a forma colaborante como foi
recebido pelos trabalhadores.

Tribuna das Ilhas – Como encarou a responsabilidade de assumir os destinos do Município?
Carlos Ferreira – Encarei, em conjunto com a minha equipa, com grande sentido de responsabilidade, com muita satisfação pela confiança que os faialenses depositaram em nós e com a convicção de que é preciso trabalhar muito, mas que temos todas as condições para colocar a nossa ilha noutro patamar de desenvolvimento.
TI – Na sua visão, o que é para si um bom Presidente?
CF – Um bom presidente é aquele que se mantém próximo das pessoas, que se mantém focado em cumprir uma missão ao serviço do município, mas também aquele que tem uma visão de futuro e promove desenvolvimento, porque o Faial precisa de desenvolvimento, de criação de emprego e de riqueza.
TI – Qual foi a maior surpresa que encontrou nestes primeiros 100 dias?
CF –Pela negativa, o estado da rede de abastecimento de água à população. Temos uma rede altamente degradada e a precisar de um investimento urgente por parte do município. Não temos, à luz da legislação atual, nenhum furo de abastecimento de água à população devidamente licenciado. Há aqui um trabalho hercúleo que tem de ser feito pelo novo executivo face à herança que recebeu.
Pela positiva, destaco a forma colaborante e até a expectativa de mudança que encontrei nos trabalhadores do município.
TI – A situação financeira que encontrou na autarquia permite concretizar os projetos idealizados ou haverá alguma promessa que irá cair por esse motivo?
CF – A situação financeira da autarquia é estável. Por essa via não vou criticar os executivos anteriores. Como foi tornado público dias antes de tomarmos posse, o município tem quatro milhões de euros disponíveis no banco. A dívida do Grupo Municipal – Câmara Municipal e empresa municipal – é de quatro milhões e meio de euros.
Esta é uma situação financeira estável que permite concretizar investimentos necessários, alguns dos quais estavam já comprometidos, como a segunda fase de execução da Frente Marítima, e um pacote de estradas, de 2020 e de 2021, que não foi iniciado e que nós vamos começar.
A frente mar é uma obra de três milhões de euros e em que o financiamento comunitário é muito reduzido fase ao investimento global. O financiamento é de 857 mil euros.

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