Carlos Furtado: Regras do PO 2030 representam o falhanço das aplicações de programas europeus anteriores

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Carlos Furtado

Carlos Furtado – deputado independente

Falta um verdadeiro Plano Estratégico nos Açores para a próxima década, foi a mensagem
deixada pelo deputado independente Carlos Furtado aquando da sua intervenção sobre a
comunicação do Presidente do Governo Regional à Assembleia Legislativa dos Açores sobre
o Plano Operacional Açores 2030.

Para o parlamentar a falta deste plano estratégico levanta varias preocupações, desde logo
porque o novo plano operacional PO2030 está focado maioritariamente para a área social,
quando já se deveria estar a pensar a outro nível, o do desenvolvimento, para o qual será
necessário haver um plano estratégico para os Açores, plano este que deve versar sobre várias áreas, desde a agricultura, o turismo, a habitação, a saúde, a educação, entre outras de igual importância, para que o empresariado açoriano possa ter uma linha orientadora, situação diferente da atual em que muitas vezes são os próprios empresários que vão orientando, o mercado vivendo numa navegação à vista por falta de uma estratégia, que até poderá no futuro se verificar que teve erros, mas que com a devida monitorização deverão os mesmos ser corregidos pelo poder governativo, mas acima de tudo a realidade é que deverá existir uma estratégia.

Além da sua intervenção no plenário, foram também estas as preocupações transmitidas na
audiência com o Presidente do Governo Regional dos Açores, a propósito do Plano
Operacional 2030.